Política Governo da Catalunha marca referendo independentista para 1 de Outubro

Governo da Catalunha marca referendo independentista para 1 de Outubro

O Governo da Catalunha (Generalitat) assinou na quarta-feira o decreto que convoca para 1 de Outubro a realização de um referendo independentista nesta comunidade autónoma espanhola, decisão que o Executivo nacional de Mariano Rajoy considera inconstitucional.
Governo da Catalunha marca referendo independentista para 1 de Outubro
Bloomberg
Lusa 07 de setembro de 2017 às 00:18

O diploma, que abre uma grave crise com o poder central, foi assinado pelo conjunto do Governo da Catalunha (Generalitat de Catalunya), num gesto simbólico destinado a marcar a união do executivo perante a ameaça de processos judiciais contra os seus membros.

 

A assinatura do documento ocorreu poucas horas depois da aprovação pelo parlamento regional do projecto de lei para a realização de um referendo independentista na Catalunha, aprovado pelo voto a favor de 72 deputados.

 

O Governo de Madrid já anunciou que considera o referendo ilegal e que o irá combater no Tribunal Constitucional, referindo que está ferido de inconstitucionalidades graves ao meter em causa a unidade do Estado espanhol.

 

Os parlamentares independentistas, maioritários desde 2015, inscreveram no texto do projecto de lei a convicção de que "o povo da Catalunha é uma entidade política soberana".

 

Para garantir que o referendo se realizará na data marcada, os deputados manifestaram até disponibilidade para aprovar um "regime jurídico excepcional", que prevalecerá sobre todas as normas que possam entrar em conflito com o projecto lei, o que na prática significa um aviso e um desafio sério às instituições espanholas.

 

Os independentistas reclamam há muito tempo um referendo sobre a independência da Catalunha, em moldes semelhantes aos que foram realizados no Quebeque (Canadá) e na Escócia (Reino Unido).

 

Em 2014, os independentistas organizaram uma "consulta simbólica" sob a forma de referendo não vinculativo na Catalunha, em que participaram 2,3 milhões de pessoas, oitenta por cento das quais se pronunciaram pela independência.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Ricantonio 07.09.2017

Não nos esqueçamos que Portugal "deve" a recuperação da sua independência à Catalunha. No século XVII já a Catalunha queria ser independente e como nessa altura Portugal estava sob o domínio filipino, o rei de Espanha e de Portugal obrigava os fidalgos a irem para a Catalunha lutarem contra a sua vontade independentista. Isto, levou a que os fidalgos portugueses dissessem que, lutar por lutar, lutariam pela Independência de Portugal, pelo que começaram a reunir-se no agora chamado Palácio da Independência, no Rossio, em Lisboa, e arquitectaram o Portugal Independente que hoje somos. Como Homenagem a essa Memória, todos nós Portugueses, devemos desejar uma Catalunha Independente, pois a ela, ao seu desejo de ser Independente da Espanha, devemos sermos hoje um País Livre. É o mínimo que podemos fazer, pois são coisas da História que não devemos esquecer nunca.

pub