União Europeia Governo de May desmente acordo com unionistas e afasta coligação

Governo de May desmente acordo com unionistas e afasta coligação

Os conservadores continuam a negociar com os unionistas e o entendimento entre as duas formações deverá assentar no apoio à acção apenas em grandes temas como a economia e a segurança.
Governo de May desmente acordo com unionistas e afasta coligação
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 11 de junho de 2017 às 12:10
O nomeado de Theresa May para a Defesa e até aqui ministro desta pasta nega que já haja um acordo de Governo com os unionistas da Irlanda do Norte e afasta um cenário de coligação com aquela força política, sublinhando as divergências em algumas matérias entre os dois partidos.

"Seria muito, muito surpreendente se algo tão importante e complexo como isto tivesse sido resolvido apenas um dia depois de conversações em Belfast," disse Michael Fallon à BBC.

As declarações do conservador acontecem horas depois de o gabinete de Theresa May ter anunciado o alcance de um princípio de acordo com o Partido Democrático Unionista (DUP) da Irlanda do Norte para governar com o apoio pontual daquela formação.

Fallon prefere falar num "acordo de governo" que se cingirá apenas a grandes linhas políticas de regime, como a economia e a segurança. "Não quer dizer que concordemos com todos os seus pontos de vista," afirmou, referindo-se nomeadamente a matérias sociais como a flexibilização da interrupção voluntária da gravidez ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a que os unionistas se opõem.

À Sky News, a líder do DUP, Arlene Foster, disse que as negociações para a formação de um "governo nacional" continuam durante a próxima semana e que até ao momento tem havido "bons progressos."

Declarações que também contradizem o entendimento divulgado ontem à noite por Downing Street, em que se falava do alcance de um "acordo de confiança e de apoio" e que seria formalizado já esta segunda-feira. 

Entretanto, continuam a fazer-se ouvir vozes críticas a May, depois de as eleições antecipadas que convocou terem resultado na perda da maioria absoluta do parlamento, que agora obriga a um entendimento com os unionistas.

O titular das Finanças do antigo primeiro ministro conservador David Cameron, George Osborne - agora director do Evening Standard - comparou May a um condenado à pena de morte, do ponto de vista político.

O líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, antecipou em entrevista à BBC que poderá haver uma nova eleição ainda este ano, desafiando outros partidos representados no parlamento a recusar o governo de May.

Durante este sábado surgiram rumores de que o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, se preparava para pressionar a demissão da candidata conservadora, o que Johnson negou.



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O teu destino está traçado ! serás recordada como 11.06.2017

uma coveira da GB. Onde param os que engendraram toda esta antevisão de uma saída em grande, e cada vez mais se começa a ver
e a compreender o que espera os Britânicos. Os aventureiros que por uma ou outra razão conseguem convencer serem os salvadores da pátrias, um dia serão amaldiçoados .

Marta Guimaraes 11.06.2017

Ó surpreso!
Cala a boca, retornado ressabiado. Para lixo já chega o que todos os dias escreves no Observador com o nick victor guerra!

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