Economia Governo deixou cair "trabalho social" na limpeza das florestas

Governo deixou cair "trabalho social" na limpeza das florestas

Após tomar posse, o Executivo socialista não renovou o polémico protocolo que em seis anos ocupou mais de 3.500 pessoas. Assegurado pelo IEFP, neste Verão o programa envolve 134 desempregados e beneficiários do RSI.
Governo deixou cair "trabalho social" na limpeza das florestas
António Larguesa 23 de julho de 2018 às 12:05

São 76 desempregados e 58 beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI). É este o "contingente" que está por estes meses no terreno a limpar florestas, a participar em acções de reflorestação e a vigiar os espaços florestais, no âmbito de um programa promovido pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 

Este grupo está concentrado nas regiões de Leiria, Médio Tejo e Área Metropolitana do Porto e a maioria dos participantes tem mais de 50 anos. Ao abrigo de Contratos Emprego-Inserção (CEI) e Emprego Inserção+ (CEI+), os desempregados com subsídio têm uma bolsa complementar de 85,78 euros mensais (mais 53,61 euros para transporte e 4,77 euros diários para alimentação) e os que já não têm direito a apoios recebem por esta tarefa uma bolsa mensal de 428,90 euros. No caso do RSI, a prestação é ajustada a este montante.

 

Segundo noticia o JN esta segunda-feira, 23 de Julho, este programa está a ser assegurado pelo IEFP depois de o Governo ter decidido, logo em 2016, não renovar o polémico protocolo de cooperação "Trabalho Social pelas Florestas", que o anterior Executivo de coligação de direita tinha implementado em Junho de 2012, com três renovações e aditamentos nos anos seguintes. Ainda assim, o Ministério da Agricultura considera que "a inexistência do protocolo não diminuiu em nada" este programa.

 

"Este Governo mostra uma luta ideológica quando não renova um protocolo destes e que poderia ser uma ajuda para fazer regressar as pessoas ao mercado de trabalho", contrapõe Pedro Mota Soares, do CDS-PP, ex-ministro do Emprego e Segurança Social. Porém, a verdade é que o programa ficou sempre longe do objectivo inicial de abranger duas mil pessoas por ano. Em seis anos acabaram por desempenhar estas tarefas 3.548 pessoas: 2.702 estavam desempregados e 846 recebiam o RSI.




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