Emprego Governo demitiu Inspector-geral do Trabalho por ter divulgado dados de funcionária

Governo demitiu Inspector-geral do Trabalho por ter divulgado dados de funcionária

Pedro Pimenta Braz tinha um processo disciplinar por ter revelado informações pessoais de uma trabalhadora com a qual mantinha um diferendo. Fica proibido de ocupar cargos dirigentes durante os próximos três anos.
Governo demitiu Inspector-geral do Trabalho por ter divulgado dados de funcionária
Bruno Simão
Negócios 09 de janeiro de 2018 às 10:22

A partir desta terça-feira, 9 de Janeiro, o presidente da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e inspector-geral do Trabalho está demitido das funções que ocupava e fica impedido de desempenhar cargos de dirigente na função pública durante os próximos três anos. Fica ainda suspenso, com perda de retribuição, por 60 dias. A notícia é avançada pelo jornal Público e este é o desenlace de um processo disciplinar que fora instaurado em Setembro passado.

 

A demissão ocorre a três semanas de terminar a comissão de serviço de Pedro Pimenta Braz, que assumiu funções em 2013, nomeado pelo então ministro Álvaro Santos Pereira. No processo disciplinar que levou ao despedimento, o dirigente estava acusado pela inspecção-geral do Ministério do Trabalho de ter divulgado junto de todos os funcionários um documento com dados pessoais de uma das suas inspectoras, com a qual tinha um diferendo, e que incluía informação sobre o estado de saúde e situação familiar da funcionária, uma notícia também avançada pelo Público.

 

Entretanto, o caso foi também enviado para o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, aguardando-se ainda o que vai decidir o Ministério Público.

Em declarações à TSF, a presidente do Sindicato dos Inspectores do Trabalho, Carla Cardoso, acusa Pedro Pimenta Braz de ser um "déspota autoritário", que destruiu a ACT e "deixa uma casa destruída".

Vai haver recurso para os tribunais

Pedro Pimenta Braz vai recorrer para os tribunais, de acordo com a Antena 1. "Estou verdadeiramente surpreendido e espantado com tudo isto, desde o início", diz. "Estamos num Estado de Direito, vou lutar pela minha inocência, porque não compreendo o que está a passar, nos tribunais".

Questionado sobre as acusações do sindicato, o responsável recusa comentar. "É lamentável, triste, as declarações ficam com quem as profere", recusando "descer ao nível dos senhores", o que justifica com o facto de ser "inspector de carreira".

 

Pedro Pimenta Braz é inspector superior principal no Centro Local da Lezíria e Médio Tejo e é nesse serviço que deverá ser reintegrado, escreve também o Público. 

Notícia actualizada às 12:40 com as declarações de Pedro Pimenta Braz.




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comentários mais recentes
É bem corrido 09.01.2018

Achava que estava na quintinha dele, sais pela porta pequena, mostrem os dados familiares e de saúde do Pertinaz

pertinaz 09.01.2018

SANEAMENTO POLÍTICO...

NADA DE NOVO DA ESCUMALHA QUE NOS DESGOVERNA...!!!

Há quem não se vergue ! 09.01.2018

Há quem não se Vergue ! Fez muito bem ! assim os restantes funcionários ficam a saber quais as razões de saúde e familiares que segundo o governo dão direito a pedir a transferencia de local de trabalho mesmo que acarrete custos para o serviço ! E DEIXOU CLARO QUE POR ELE ISSO NÃO ACONTECERIA !

Anónimo 09.01.2018

um tipo que nao tem cara para levar um par de estalos. agora em relacao a sanção propriamente dita de estar 3 anos sem poder assumir cargos publicos. esta e para rir. temos gente que praticamente cometeu um suicidio do pais diurante 6 anos, e anda por ai a desfilar. sim sim falo do chamussas. essa nodoa que a mais de 20 anos gasta dinheiro publico. desde o tempio do guterres das generalidades, passando pelo socas das tranbicadas bancarroteiras. esse ex ministro da justica, da admi interna, ex pres da camara, que sem fortuna pessoal que se saiba tem patrimonio imobiliario. e pagara imi? efez construcao permitida pela camara?

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