Europa Governo dinamarquês vai propor corte de impostos mas dinamarqueses não querem

Governo dinamarquês vai propor corte de impostos mas dinamarqueses não querem

A Dinamarca é o país da OCDE onde a carga fiscal face ao PIB é maior mas, mesmo assim, os dinamarqueses são avessos a propostas de cortes de impostos. Governo sustenta que diminuição da carga fiscal é essencial para a manutenção do Estado Social.
Governo dinamarquês vai propor corte de impostos mas dinamarqueses não querem
Reuters
Negócios com Bloomberg 17 de agosto de 2017 às 10:23
pub

A coligação governamental de centro-direita que governa a Dinamarca está a preparar um plano que assenta num corte generalizado de impostos. Contudo e por mais paradoxal que pareça, os dinamarqueses não costumam ver com bons olhos propostas de diminuição de impostos, tal como confirmam diversas sondagens realizadas no país.

 

A Dinamarca é o país da OCDE com o maior peso da carga fiscal relativamente ao PIB (em 2015 representava 47%, o rácio mais elevado entre os países mais desenvolvidos), com as receitas a serem utilizadas para financiar um Estado Social que garante o acesso universal e gratuito a educação, saúde, cuidados a idosos e crianças.

 

No entanto, no entender do governo local o cada vez menor número de trabalhadores a descontar para a Segurança Social coloca em causa o modelo de Estado-providência dinamarquês. Nesse sentido, o ministro dinamarquês das Finanças, Kristian Jensen, irá apresentar, em finais deste mês, uma proposta no Parlamento com vista à redução da carga fiscal.

 

Esse plano surge depois de há escassos dias o Executivo ter proposto um corte ao limite máximo da taxa marginal. Em entrevista telefónica concedida esta quarta-feira, Jensen revelou que a nova proposta irá contemplar um pacote mais alargado de medidas que irão reduzir o volume total de impostos.

Kristian Jensen sustenta que a Dinamarca precisa ter mais trabalhadores e garante que "cortar impostos sobre os rendimentos mais altos ajudaria, sem dúvida, a alcançar o efeito positivo pretendido". Jensen explica que o objectivo passa por encontrar formas alternativas para promover a oferta de mão-de-obra através do corte de impostos.

 

Um dos problemas passa pelo elevado número de cidadãos a receberem assistência social. Num país com à volta de 5,8 milhões de habitantes, "cerca de 750 mil pessoas estão a receber ajuda estatal e temos uma oportunidade única de fazer cair esse número", defendeu o ministro das Finanças. Para quem a redução da carga fiscal "encorajaria as pessoas a trabalhar mais, a trabalhar fins-de-semana e por aí adiante". 

pub



A sua opinião9
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 2 dias

A empresa pública de correios sueco-dinamarquesa Postnord decidiu em Março de 2017 despedir 4 mil excedentários cujo posto de trabalho já não se justificava naquela organização do sector público escandinavo. Naquela região nórdica os direitos sindicais adquiridos não se sobrepõem aos dos contribuintes e cidadãos em geral. É 1º Mundo onde não reinam a iniquidade e a insustentabilidade. Despedem excedentários, extinguem postos de trabalho que já não se justificam, adoptam as melhores práticas e tecnologias. A economia é robusta, cria valor e enriquece, a sociedade é justa, equilibrada e feliz. Até se dão ao luxo de propor redução acentuada da carga fiscal. "Postnord to cut up to 4,000 jobs in Denmark" www.reuters.com/article/postnord-jobs-idUSL5N1GL4QG

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 dias

A empresa pública de correios sueco-dinamarquesa Postnord decidiu em Março de 2017 despedir 4 mil excedentários cujo posto de trabalho já não se justificava naquela organização do sector público escandinavo. Naquela região nórdica os direitos sindicais adquiridos não se sobrepõem aos dos contribuintes e cidadãos em geral. É 1º Mundo onde não reinam a iniquidade e a insustentabilidade. Despedem excedentários, extinguem postos de trabalho que já não se justificam, adoptam as melhores práticas e tecnologias. A economia é robusta, cria valor e enriquece, a sociedade é justa, equilibrada e feliz. Até se dão ao luxo de propor redução acentuada da carga fiscal. "Postnord to cut up to 4,000 jobs in Denmark" www.reuters.com/article/postnord-jobs-idUSL5N1GL4QG

Anónimo Há 2 dias

Atentem num exemplo muito objectivo que nos chega da Dinamarca, economia escandinava onde existe ensino gratuito universal de inegável qualidade e os direitos adquiridos não se sobrepõem aos dos outros agentes económicos. "Universidade de Copenhaga despede 209 colaboradores, 255 rescindem voluntariamente" (Fevereiro de 2016) "University of Copenhagen fires 209 staff, 255 leave voluntarily" https://uniavisen.dk/en/university-of-copenhagen-fires-209-staff-255-leave-voluntarily/

Anónimo Há 2 dias

É por esta razão que em 2013 os jornais de direita americanos diziam que não queriam o socialismo dinamarquês... na prática este país representa o melhor da classe média. Muito boa qualidade de vida uma relação clara entre o contribuinte e o estado e claro grandes marcas como a Lego a Bang&Olufsen

pertinaz Há 3 dias

É A DIFERENÇA ENTRE UM POVO RACIONAL E O POVO PORTUGUÊS...

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub