Segurança Social Governo diz que acordo de concertação nunca esteve em causa

Governo diz que acordo de concertação nunca esteve em causa

"Será corrigido no que tiver de ser corrigido," afirmou Vieira da Silva sobre o acordo de concertação social que, confia, "existiu e vai continuar a existir".
Governo diz que acordo de concertação nunca esteve em causa
Miguel Baltazar
Lusa 01 de fevereiro de 2017 às 17:47
O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva, defendeu hoje que o acordo de concertação social nunca esteve em causa com a polémica em torno da descida da Taxa Social Única, realçando que agora "será corrigido".

"Estou confiante de que o acordo que existiu vai continuar a existir, nunca esteve em causa, será corrigido no que tiver de ser corrigido e é um importante acordo que serve o país, os trabalhadores, as empresas, a estabilidade da nossa economia, é um sinal positivo para a nossa economia e para a nossa sociedade, e eu não tenho dúvidas de que ele vai ser aprovado", afirmou o governante em Martim Longo, freguesia do concelho de Alcoutim, à margem da cerimónia de inauguração de um lar de idosos.

Questionado sobre a reunião da concertação social, convocada para aprovar uma adenda que prevê a decida do Pagamento Especial por Conta (PEC), Vieira da Silva limitou-se a dizer que espera que "tudo corra na normalidade e a normalidade é o debate, cada um assume as suas responsabilidades e a posição que entende ser a mais correta".

Esse acordo previa inicialmente a descida da TSU para as empresas como medida compensatória pelo aumento do salário mínimo, mas a opção foi "chumbada" no Parlamento, com os votos a favor do PCP, do BE e do PSD e a abstenção do CDS-PP, e o Governo vai levar a descida do PEC para as empresas à concertação social na sexta-feira, em alternativa a essa primeira solução.

Questionado sobre a CGTP, que não assinou o acordo inicial e viu o líder da UGT, Carlos Silva, dizer que não deveria participar na decisão sobre a adenda por não ter acompanhado os restantes parceiros sociais no primeiro pacto, Viera da Silva respondeu que estava em Martim Longo para tratar da resposta social que está a ser dada no concelho e não para antecipar a reunião de sexta-feira.

O lar Nossa Senhora da Conceição, que conta com cerca de 30 camas, vai ser gerido pelo Centro Paroquial de Martim Longo e contou com o apoio financeiro (cerca de 1,2 milhões de euros) da autarquia de Alcoutim e tem o apoio da Segurança Social, o ministro considerou tratar-se de um "belíssimo equipamento".

"Este equipamento só existe porque se juntaram várias vontades: a da comunidade, a da autarquia, que arcou com a responsabilidade financeira da obra e isso é extremamente importante, porque sem essa vontade ela não existia; e depois a da Segurança Social, que entra a apoiar o funcionamento, que sem esse apoio a garantia de acesso aos beneficiários mais carenciados não podia ser garantido", afirmou Vieira da Silva.

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comentários mais recentes
Sim força 01.02.2017

É de bom tom, no final, carregar no autoclismo...

Y 01.02.2017

Os aldrabões tentaram minar o processo mas lixaram-se bem , força PS

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