Economia Governo diz que SIRESP falhou 284 horas em 2013

Governo diz que SIRESP falhou 284 horas em 2013

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, disse hoje, no parlamento, que o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança em Portugal (SIRESP) falhou 284 horas em 2013.
A carregar o vídeo ...
Lusa 27 de julho de 2017 às 19:47
Na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, foi ouvida a pedido do PSD, Constança Urbano de Sousa adiantou que a rede de comunicações SIRESP também falhou em 2014, apesar de não se terem "registado grandes perdas de falta de desempenho".

Segundo um documento do Ministério da Administração Interna, a que agência Lusa teve acesso, o SIRESP falhou em quatro grandes incêndios em 2012, num total de 143 horas.

Em 2013, ano em que morreram oito bombeiros e um autarca durante os fogos, este sistema de comunicações falhou em cinco ocorrências de incêndio e temporais, adianta o documento, dando também conta que, em 2014, o SIREP esteve inoperacional uma vez num temporal.

O mesmo documento indica ainda que das 10 ocorrências registadas entre 2012 e 2014 com falhas no SIRESP, as estações móveis foram accionados uma vez em 2013.

Na comissão parlamentar, a ministra admitiu as falhas no SIRESP.

"Eu não disse que o SIRESP não falhou, tentei explicar quais as deficiências do sistema e tudo o que é preciso fazer para ele melhorar", disse Constança Urbano de Sousa, em resposta aos deputados do PSD e CDS/PP.

Este ano, o SIRESP já falhou nos incêndios de Pedrogão Grande, que provocou a morte a 64 pessoas, Alijó e Sertã.

Quanto ao custo deste sistema, a ministra referiu que este ano está previsto um gasto de 40 milhões de euros com o SIRESP, valor que está na média dos últimos anos, designadamente 52 milhões de euros em 2014, tendo descido para 43 milhões, em 2015, e 41 milhões, no ano passado.



A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 27.07.2017

Com ou sem Siresp é tempo de acabar com a praga dos grandes incêndios em Portugal. As limpezas das florestas nunca irá acontecer na totalidade. Construção de aceiros são precisos e urgente. As Câmaras Municipais devem ter mais responsabilidade com as florestas.

Saber mais e Alertas
pub