Função Pública Governo e PS deixam em aberto aumentos no Estado em 2019

Governo e PS deixam em aberto aumentos no Estado em 2019

Falta quase um ano mas o tema entrou com força no debate político. Bloco de Esquerda e PCP querem uma actualização dos salários da Função Pública em 2019 e o Governo dá sinais de não querer fechar essa porta.
Governo e PS deixam em aberto aumentos no Estado em 2019
Lusa
Manuel Esteves 01 de fevereiro de 2018 às 22:30
A questão foi levantada pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP e desde aí não tem saído do palco do debate político. Os partidos que viabilizam o Governo PS na Assembleia da República querem que os funcionários públicos sejam aumentados em 2019, o último ano da legislatura.

Da parte do PS, começou por haver sinais de forte resistência, mas tanto o primeiro-ministro, como o ministro das Finanças já deixaram claro que querem, para já, deixar esta porta aberta. Depois do deputado do PS João Galamba ter dito que "dificilmente poderá haver em cima disto aumentos salariais em 2019", foi a vez do ministro dos Negócios Estrangeiros falar sobre o tema, em entrevista ao jornal francês Les Echos: "Comprometemo-nos a não mexer [nos salários do Estado] até 2019 e mantemos esse compromisso".

Questionado pelo Negócios se estas declarações de Augusto Santos Silvas significavam uma rejeição de actualizações salariais em 2019, o Ministério das Finanças não respondeu. Questionado pelos jornalistas à margem de uma audição parlamentar, o ministro das Finanças disse, há pouco mais de um mês, que os aumentos não estão previstos – nomeadamente no Programa de Estabilidade, que tem como horizonte 2021 – mas acrescentou que o Governo não se furta a discussões.

Também António Costa, quando questionado na segunda-feira sobre actualizações salariais em 2019, evitou dar a questão como fechada na segunda-feira, dizendo que "falta um ano para chegar ao próximo" e há "muito tempo para ver o que acontece" e "executar o Orçamento [do Estado] que está a ser executado".

Carlos César reforçou ontem a posição cautelosa do Governo ao considerar "precipitadas" as declarações de Augusto Santos Silva e João Galamba.

Comprometemo-nos a não mexer [nos salários do Estado] até 2019 e mantemos
esse compromisso.
Augusto santos silva
Ministro dos Negócios Estrangeiros

Acho que uma declaração sobre essa matéria [aumentos salariais em 2019] pode ser precipitada. Carlos César
Presidente do Grupo Parlamentar do PS



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