Economia Governo espera elogios internacionais ao Orçamento do Estado

Governo espera elogios internacionais ao Orçamento do Estado

O secretário de Estado do Orçamento explica a evolução lenta das carreiras dos funcionários públicos e quer capitalizar os "ganhos de credibilidade" no exterior após arranque "difícil" do governo de António Costa.
Governo espera elogios internacionais ao Orçamento do Estado
Miguel Baltazar/Negócios
António Larguesa 19 de outubro de 2017 às 12:26

João Leão aguarda com expectativa as reacções internacionais à proposta do Orçamento do Estado para 2018, entregue na passada sexta-feira na Assembleia da República. Embora considere "natural que haja sempre avisos e preocupações", espera um bom acolhimento por parte da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional, até pelos "ganhos de credibilidade" do país nos últimos dois anos, depois de uma "fase inicial [que] foi um período mais difícil no diálogo com essas instituições".

 

"Têm reconhecido que Portugal, quer na frente de crescimento da economia e do emprego, quer na frente orçamental, tem atingido os seus objectivos. E essa credibilidade é muito importante nessa avaliação que eles vão fazer", considerou o secretário de Estado do Orçamento, em declarações à margem de uma conferência organizada pela Católica Porto Business School, em que disse ver "oportunidades" para Portugal com a crise espanhola relacionada com a independência da Catalunha.

 

Na abertura da conferência, o governante defendeu o diploma como sendo "responsável e equilibrado" e salientou a importância de "manter a trajectória de crescimento da economia e do emprego", assim como uma "trajectória responsável de diminuição do défice e da dívida". Recordou que Portugal tem a quarta maior dívida pública a nível mundial e que a redução prevista de 126% para 123% no próximo ano "é fundamental para dar estabilidade no financiamento da economia portuguesa e para que ela se financie a taxas mais baixas".

 

Após elencar algumas medidas de alívio em sede de IRS, como o desdobramento de escalões e o fim da sobretaxa que ficará mais caro do que o previsto, João Leão particularizou o caso das carreiras na Função Pública, que estão congeladas desde 2010, impedindo promoções e progressões, salvo raras excepções. "É preciso ter trabalhadores motivados e com perspectivas de carreira" para melhorar a qualidade dos serviços do Estado, argumentou.

 

Este será apenas o início do processo de descongelamento das carreiras para os funcionários públicos, que será faseado e só estará terminado em Dezembro de 2019, ou seja, já depois das eleições legislativas previstas para daqui a dois anos. O secretário de Estado justificou esta progressividade com o peso orçamental deste procedimento. "É demorado porque as pessoas acumularam direitos de progressão ao longo de sete anos", concluiu.




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mais votado Anónimo Há 1 dia

O GRANDE Português, que herdou, para governar, a tragédia financeira nacional de 2011, foi atacado pelas "amplas liberdades" de ir além da troyka. Os actuais, que mesmo em momentos de crise, se passeio em Bruxelas, babados, esperando "graxa", aos olhos das ditas "amplas liberdades", são "génios"!!!

comentários mais recentes
pertinaz Há 16 horas

ESTUPIDEZ SEM LIMITES... SÓ OS TONTOS ACREDITAM NESTA ESCUMALHA SEM EMENDA...!!!

Mr.Tuga Há 1 dia

PATÉTICOS....

No fucking comments.

Anónimo Há 1 dia

O GRANDE Português, que herdou, para governar, a tragédia financeira nacional de 2011, foi atacado pelas "amplas liberdades" de ir além da troyka. Os actuais, que mesmo em momentos de crise, se passeio em Bruxelas, babados, esperando "graxa", aos olhos das ditas "amplas liberdades", são "génios"!!!

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