Função Pública Governo estendeu o prazo para analisar progressões

Governo estendeu o prazo para analisar progressões

As Finanças pediram aos serviços da administração pública para indicarem quais os pontos acumulados pelos funcionários nos últimos anos, mas o processo tem sofrido atrasos. Finanças deveriam ter elaborado um relatório até 30 de Junho, mas o prazo foi estendido até dia 15.
Governo estendeu o prazo para analisar progressões
Bruno Simão/Negócios

O Ministério das Finanças pediu aos serviços do Estado que enviassem informação sobre os direitos acumulados nos últimos anos pelos funcionários públicos para efeitos de progressão na carreira. Mas este processo, que serve de base à preparação do próximo Orçamento do Estado para 2018, tem sido marcado por sucessivos atrasos.

Um despacho publicado esta quinta-feira, citado pela agência Lusa e disponível em Diário da República, estabelece que o prazo para a elaboração do relatório que iria sistematizar a informação enviada pelos serviços foi estendido de 30 de Junho para 15 de Julho, ou seja, amanhã. 

No despacho, assinado a 11 de Junho (mais de uma semana depois do fim do prazo) o Ministério das Finanças volta a explicar que houve serviços que não enviaram a informação nas datas previstas: 15 de Maio para a generalidade dos serviços ou 30 de Maio (no caso das autarquias), acrescentando que, "em alguns dos casos, a informação disponibilizada por alguns dos organismos, serviços e entidades requereu uma análise prévia e novas iterações para que a mesma pudesse ser validada."

Alegando que o prazo "tinha em conta o substancial acervo de informação necessária para previamente apurar os respectivos impactos orçamentais no âmbito do processo de elaboração da proposta de lei do orçamento do Estado para 2018", e sustentando que é necessário um cálculo rigoroso, o ministério das Finanças resolve estendê-lo.

Com os sindicatos da Função Pública ficou combinada uma segunda reunião sobre o assunto apara 26 de Junho. Isto, antes da nomeação da nova secretária de Estado da Administração Pública, Fátima Fonseca, que substituiu Carolina Ferra.

 

 




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Anónimo Há 1 semana

A geringonça tem as mãos manchadas de sangue. A excessiva e injustificável folha salarial e pensionista do sector público, inexplicavelmente isenta de um sistema de mobilidade especial e despedimento na óptica das melhores práticas internacionais de gestão de recursos humanos, é responsável por num país de incêndios florestais graves todos os Verões, não se fazerem limpezas de segurança junto a vias de comunicação e aglomerados populacionais, nem existirem meios aéreos adequados de combate aos fogos. E a política de subsídios inusitados não pára aqui. Agora até os terroristas e traficantes de armas obtêm subsídio estatal. Começaram na função pública, passaram aos bancos de retalho e agora não pára.

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