União Europeia Governo grego nega falhanço do acordo UE-Turquia sobre refugiados

Governo grego nega falhanço do acordo UE-Turquia sobre refugiados

O ministro das Migrações da Grécia, Yannis Mouzalas, negou esta sexta-feira que o acordo entre a União Europeia (UE) e Turquia sobre os refugiados esteja a falhar, apesar de admitir que o número de chegadas de migrantes voltou a disparar recentemente.
Governo grego nega falhanço do acordo UE-Turquia sobre refugiados
Reuters
Lusa 29 de setembro de 2017 às 19:23

Numa declaração perante o parlamento grego, Mouzalas assegurou que o colapso do acordo com a Turquia "seria uma tragédia".

 

Desde segunda-feira desembarcaram nas ilhas gregas do leste do Egeu mais de 400 migrantes: 206 em Lesbos, 156 em Quios e 43 em Samos.

 

O aumento das chegadas de migrantes no mês de Setembro, que já ultrapassam as 3.000, voltou a revelar o problema do excesso de população nos campos de refugiados destas ilhas.

 

Os migrantes que se encontram nessas ilhas, mais de 13.000 segundo os números oficiais, não podem ser transferidos para território continental até à conclusão do seu pedido de asilo, e apenas se for aceite, uma consequência do acordo UE-Turquia.

 

Os locais disponibilizados continuam insuficientes e, no domingo, os funcionários destes centros de acolhimento escreveram uma carta a Mouzulas em que expuseram a deterioração das condições nos campos devido à falta de pessoal médico.

 

Os trabalhadores asseguraram que a decisão de prescindir da cooperação com as organizações humanitárias, que garantiam uma parte importante da assistência médica no terreno, e a ausência de contratações no ministério da Saúde estão na origem do problema.

 

Os funcionários também referem que levaram o seu próprio material para os centros, incluindo computadores, e exemplificam que "durante um mês de verão no campo de Kos não havia uma única enfermeira para 850 pessoas, numa população de alto risco". "Existem fundos europeus e outras fontes de financiamento, mas o seu envio é extremamente lento", denunciam ainda os trabalhadores na sua carta. 




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