Emprego Governo minimiza efeito da sazonalidade na queda do desemprego

Governo minimiza efeito da sazonalidade na queda do desemprego

O ministro do Trabalho destacou a criação de 250 mil postos de trabalho desde o início de 2016. Mas diz que o país ainda está "longe de atingir os níveis de emprego de antes das crises."
Governo minimiza efeito da sazonalidade na queda do desemprego
Bruno Simão/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 09 de agosto de 2017 às 13:33
O Governo relativiza a influência dos factores sazonais na queda do desemprego no segundo trimestre e defende que, no espaço de ano e meio, foram criados um quarto de milhão de postos de trabalho, um número que, ainda assim, reconhece ser insuficiente para alcançar os níveis anteriores à crise económica e financeira.

"A sazonalidade ajuda, mas não tem a ver com a sazonalidade. Se compararmos com o mesmo trimestre do ano passado, a taxa desceu dois pontos e há mais cerca de 160 mil novos postos de trabalho," afirmou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social esta quarta-feira, 9 de Agosto, na reacção aos números do Instituto Nacional de Estatística (INE) que dão conta da queda para 8,8% da taxa de desemprego entre Abril e Junho.

Vieira da Silva, em declarações transmitidas pela RTP 3 a partir do seu Ministério, em Lisboa, afirmou ainda que desde o início de 2016 o número de postos de trabalho criados ascendeu a 250 mil, o que atribui a uma "forte dinâmica de crescimento de emprego" que permitiu quebrar a barreira dos 9% de taxa "em poucos meses."

Na leitura dos números do INE, o ministro salientou a existência de menos desempregados de longa duração e a descida da taxa de desemprego juvenil. "Se comprararmos com o mesmo trimestre do ano passado, o emprego com contratos duradouros, que não é emprego a prazo, cresceu 4,9%, mais que o emprego global," acrescentou.

O governante afirmou ainda que as metas definidas no programa de Governo para a redução do desemprego estão ser ultrapassadas, mas que há um percurso por fazer: "São sinais positivos, a taxa de desemprego ainda é alta, estamos longe de atingir os níveis de emprego de antes das crises," concluiu.



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comentários mais recentes
P. 09.08.2017

pelo menos nao esta nos 17% do tempo de Passos Coelho PSD

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