Orçamento do Estado Governo pede autorização para se endividar em 10.200 milhões de euros em 2018

Governo pede autorização para se endividar em 10.200 milhões de euros em 2018

Apesar de baixar a meta do défice, o Executivo pede autorização ao Parlamento para se endividar num montante 9% acima do de 2017.
Governo pede autorização para se endividar em 10.200 milhões de euros em 2018
Miguel Baltazar/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 13 de outubro de 2017 às 22:41
O Governo pede à Assembleia da República autorização para se endividar num montante de 10.200 milhões de euros no próximo ano, acima dos 9.350 milhões de euros que receberam o aval dos deputados para 2017. Este aumento do tecto de endividamento acontece no mesmo ano em que o Executivo quer baixar o défice, o que pode sinalizar que o Governo está a trabalhar com um margem de segurança. 

"Para fazer face às necessidades de financiamento decorrentes da execução do Orçamento do Estado, incluindo os serviços e fundos dotados de autonomia administrativa e financeira, o Governo fica autorizado a aumentar o endividamento líquido global directo, até ao montante máximo de 10.200.000.000", lê-se na versão final da proposta de lei do Orçamento do Estado, que o Governo conta entregar ainda esta sexta-feira no Parlamento. 

O Orçamento do Estado para 2017 que saiu do Parlamento contempla um tecto de 9.350 milhões de euros para financiar o Estado. 

É este valor que serve para financiar as despesas do Estado e só quando este montante é ultrapassado (ou está em perigo) é que os ministros das Finanças se vêem obrigados a fazer um Orçamento Rectificativo. 

Para 2018, o Governo prevê um tecto superior em 850 milhões, o que pode deixar perceber que o Executivo elaborou o documento com uma margem de segurança, já que o Executivo prevê uma redução do défice, de 1,4% para 1%. 







A sua opinião13
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Nonagésimo Há 4 semanas

Sai mais uns cafonés para os FP!
malditos comunas e blokogay que para sobreviverem dos votos dos FP levam este país a bancarrota!

Mr.Tuga Há 1 dia

CRIMINOSOS!

pertinaz Há 2 dias

ACHO POUCO... ENDIVIDEM-NOS MAIS...!!!

Anónimo Há 2 dias

Será que perante este assalto, os outros órgãos de soberania não tem como intervir? E a oposição? Ninguém denuncia o caso à UE e a outras estâncias internacionais? A divida já é pagável?

ver mais comentários
pub