Função Pública Governo promete eliminar travão às progressões em Janeiro

Governo promete eliminar travão às progressões em Janeiro

Na primeira reunião sobre o assunto com os sindicatos da Função Pública, o Governo voltou a garantir que vai eliminar as restrições às progressões no Estado a partir de Janeiro. Mas ainda não disse quando nem como é que as diferentes carreiras da Função Pública vão progredir.
Governo promete eliminar travão às progressões em Janeiro
Bruno Simão/Negócios

O Governo já tinha anunciado que as progressões na Função Pública seriam descongeladas em 2018. Esta sexta-feira, na primeira reunião com os sindicatos sobre o assunto, terá acrescentado que as normas que impedem progressões vão desaparecer a 1 de Janeiro. Mas ainda não explicou de que forma vai aplicar um descongelamento que pretende que seja gradual.

A ideia é eliminar da próxima lei do orçamento as normas que travam "progressões, promoções e revalorizações remuneratórias", afirmou ao Negócios José Abraão, da Fesap, depois de uma reunião no ministério das Finanças.

"O descongelamento desaparece, seja para carreiras gerais, especiais, subsistentes, ou inalteradas. Agora, ainda falta saber quando é que se vai aplicar e a quem", explicou José Abraão, o dirigente da UGT, afirmando que há uma nova reunião marcada para dia 26 de Junho.

Também Helena Rodrigues, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), disse à agência Lusa  que dá como estabilizada a intenção revelada pelo Governo no Programa de Estabilidade.

"É claro que em 2018 haverá um descongelamento", disse Helena Rodrigues, dirigente do STE, à agência Lusa, após o encontro com a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Carolina Ferra (na foto).

 

A dirigente manifestou preocupação com um grupo "alargado" de trabalhadores das carreiras gerais que estão dependentes da avaliação, e não do número de anos de trabalho, para poder progredir. Esta questão ainda será negociada.

 

O Governo tinha definido o final de Junho como prazo para elaborar o relatório que deverá avaliar quanto custam as progressões relativas aos direitos acumulados pelos funcionários públicos desde 2010. Mas de acordo com José Abraão, da Fesap, depois de vários atrasos as Finanças ainda estão a recolher e a validar a informação recolhida.




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mais votado Anónimo 07.07.2017

Portugal tem sentido tanto os efeitos da crise que consolidam a sua posição entre os mais pobres dos ricos e os menos desenvolvidos dos desenvolvidos, por causa de não ter vindo a fazer os despedimentos que devia ter feito e por tê-los substituído por progressões, aumentos e blindagens contratuais absurdas e anacrónicas que os seus pares mais ricos e desenvolvidos souberam desmantelar há muito.

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Olharapo 08.07.2017

A Sra tem mesmo ar de quem passou uma vida de trabalho duro e a cumprir escrupulosamente horários na função pública . Paga Tuga do ordenado mínimo para manter a ' Côrte ' dos prestáveis serviços á Nação .

Anónimo 08.07.2017

As pessoas precisam de um Estado que seja bom gestor da coisa pública e pessoa de bem. Um Estado que faça boa gestão de recursos humanos despedindo onde e quando é preciso e que saiba investir em bens de capital onde e quando é necessário. Isto é o que Portugal não tem. Isto é o que falta às pessoas. O radicalismo sindical é tão nocivo, e anti-mercado, como o corrupto capitalismo selvagem de compadrio. Quer uns quer outros atiram a coisa pública para os braços dos aproveitadores sem escrúpulos, para os bandidos e para os incompetentes.

Anónimo 08.07.2017

Para salvar o excedentarismo de carreira ou "a dignificação" da alocação vitalícia de factor produtivo trabalho sem qualquer procura e justificação no sector público o governo PS reduziu o investimento público em bens de capital necessários em áreas muito importantes com crescente procura e incontestável pertinência. Por isso, enquanto alguns portugueses têm uma panóplia de exorbitantes e inusitados direitos adquiridos, outros portugueses têm agora direito ao crematório público como o de Pedrógão, a pagar o supermercado de armas de guerra para criminosos como o de Tancos e a ambulâncias do INEM paradas à noite por esse país fora... Que mais avanços "a pensar nas pessoas" estarão para chegar a Portugal devido à constituição socialista, à anacrónica lei laboral e ao sindicalismo troglodita? Viva a Frente Comum. Viva o socialismo lusitano e o fim da austeridade.

Anónimo 08.07.2017

A modernização não se faz e a vida das pessoas fica em perigo para se salvarem carreiras que já não têm razão de ser.

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