Defesa Governo quer alargar cooperação militar com países fora do espaço da língua portuguesa

Governo quer alargar cooperação militar com países fora do espaço da língua portuguesa

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, anunciou esta quinta-feira que o Governo está a preparar alterações ao modelo de cooperação técnico-militar para o alargar a outros países fora do espaço da língua portuguesa.
Governo quer alargar cooperação militar com países fora do espaço da língua portuguesa
Marta Poppe
Lusa 10 de Novembro de 2016 às 23:37

Com um orçamento de 5,6 milhões de euros para 2017 para os programas de cooperação técnico-militar, Azeredo Lopes considerou que o modelo actual "está claramente datado e obriga a uma reflexão".

 

Numa audição conjunta das comissões de Orçamento e Finanças e de Defesa Nacional, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2017, Azeredo Lopes disse que pretende que a cooperação "não fique exclusivamente confinada" à relação com os países de língua portuguesa, como actualmente.

 

Segundo Azeredo Lopes, o novo modelo poderá abranger relações multilaterais e não apenas bilaterais, estando a ser estudada a hipótese de um acordo de cooperação com o Luxemburgo, adiantou.

 

De acordo com a nota explicativa do OE2017 na área da Defesa, estão previstos, entre outros, a renovação dos programas com Moçambique e Timor-Leste, a consolidação da cooperação com a Guiné-Bissau, e a "possibilidade de serem estabelecidos contactos iniciais na área da Defesa com a Guiné Equatorial, na qualidade de membro efectivo" da Comunidade dos Países Língua Portuguesa.

 

O orçamento da Defesa Nacional prevê um pequeno aumento de 0,3% face à execução de 2016, fixando-se nos 2.149,8 milhões de euros. Pelo segundo ano consecutivo não haverá cativações nas verbas destinadas à Lei de Programação Militar, que aumentam de 230 para 250 ME. As Forças Nacionais Destacadas também vêem reforçada a dotação, de 56 para 58 milhões de euros.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub