Eleições Governo quer fazer aprovar lei que proíbe jogos em dia de eleições

Governo quer fazer aprovar lei que proíbe jogos em dia de eleições

O Governo quer fazer aprovar uma lei que proíba jogos e espectáculos desportivos em dias de eleições, avança esta quinta-feira o Diário de Notícias, citando uma fonte oficial do Executivo.
Governo quer fazer aprovar lei que proíbe jogos em dia de eleições
Vítor Mota/Correio da Manhã
Lusa 14 de setembro de 2017 às 07:26
A intenção do Governo em fazer aprovar uma lei que proíbe os jogos e espectáculos desportivos surge na sequência da marcação do jogo Sporting-FC Porto para 1 de Outubro, dia das eleições autárquicas.

O Diário de Notícias, que cita uma fonte oficial do Executivo, destaca que esta iniciativa do Governo "não se aplicará no imediato, para as eleições autárquicas".

"O Governo contactou a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) propondo a alteração das datas dos jogos marcados para 1 de Outubro: Braga-Estoril (16:00), Sporting-FC Porto (18:00), Marítimo-Benfica (20:15) e Belenenses-Vitória de Guimarães (20:30)", refere o DN.

Segundo o jornal, a LPFP justificou-se ao Executivo com explicações que já tinha dado publicamente: Perante a participação de equipas portuguesas em competição europeia na semana anterior, há necessidade de acautelamento do intervalo regulamentar de descanso entre jogos de pelo menos 72 horas, bem como a obrigatoriedade de libertação de jogadores para as selecções nacionais, no dia 2 de Outubro".

A Liga sublinhou também que "não podia marcar os jogos para outro dia, adiantando que alterou a data de outros jogos da 8.ª jornada da I Liga e todos da 9.ª jornada da II Liga, por causa do acto eleitoral".

Esta é a terceira vez que a Liga marca jogos em dias de actos eleitorais, depois das eleições legislativas em 2015 e as presidenciais de 2016.

Na terça-feira, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) reiterou que é desaconselhável a realização de eventos como jogos de futebol no dia das eleições autárquicas porque podem potenciar a abstenção.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) enviou na terça-feira uma carta à CNE, na qual justifica os motivos que levaram a agendar jogos para o dia das eleições autárquicas, em especial o 'clássico' Sporting-FC Porto.

Contactado pela agência Lusa, o porta-voz da CNE, João Tiago Machado, afirmou que, na reunião plenária de terça-feira, a comissão reiterou a posição que havia assumido em Setembro de 2015, a propósito da realização de jogos de futebol no fim de semana das eleições legislativas de Outubro.

"Não havendo lei que expressamente os proíba, é desaconselhável a realização de eventos desta natureza que, em abstracto, potenciam a abstenção de um número que pode ser significativo de eleitores que, para além dos profissionais envolvidos, se deslocam para fora do local da sua residência habitual", pode ler-se na ata de 8 de Setembro de 2015.



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comentários mais recentes
pertinaz Há 1 semana

A AXIMAGE DEVE TER ACONSELHADO ESTA ESCUMALHA A TER CUIDADO COM O VOTO DO POVO...

O POVO É PERIGOSO, SOBRETUDO SE GOSTAR DE FUTEBOL...!!!

fpublico condenado a 48 anos trabalho/descontos Há 1 semana

POR ISSO EU VOTO SEMPRE NA VESPERA....

Ah sim? Há 1 semana

Há uma assembleia de voto perto. Então em dia de eleições proíbam também os transportes, as missas, fechem restaurantes e comércios, até que o votinho caia na urna e, claro, no nosso clube. E se fizessem menos por eles e e mais pelo povo para que este sinta que vale a pena votar e se motive?

Francisco Há 1 semana

Dá quase vontade de formar um grupo de guerrilha. Mas estes ca*br*es, em vez de legislarem para que não haja salários em atraso, querem legislar sobre os dias dos jogos de futebol? Têm medo que as pessoas não lhes deem o tacho? Metem-se no mais pequeno p*ntelho da vida de cada um. É inacreditável o que os políticos tugas fazem aqui nesta terra e a esta gente. Gosto de futebol mas juro aqui, sobre um livro religioso, que não é preciso haver futebol para não pôr os pés na mesa de voto. Antes os queria pôr dentro duma grande montanha de bo s ta, do que dar um voto que fosse a chulos que vivem à custa da burrice, e dinheiro, dos outros.

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