Economia Governo quer homens e mulheres a ganhar o mesmo salário

Governo quer homens e mulheres a ganhar o mesmo salário

O Executivo de António Costa está a preparar medidas para reduzir a disparidade salarial, mas também para reforçar os direitos de parentalidade para combinar os direitos do pai e da mãe.
Governo quer homens e mulheres a ganhar o mesmo salário
Bruno Simão
Negócios 17 de fevereiro de 2017 às 09:35

O Governo quer que homens e mulheres tenham salários iguais. Para isso está a preparar um programa de combate à disparidade salarial para apresentar em breve à concertação social, avança a Rádio Renascença.

Esta disparidade aumentou inclusivamente durante os anos da troika em Portugal: as disparidades aumentaram de 8% para 15%, com as mulheres a ganharem menos 15% do que os homens pelo mesmo trabalho.

"Apesar de existir um princípio de que a trabalho igual corresponde salário igual, vemos como na prática é distorcido e a crise aumentou isso", disse o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, em entrevista à Renascença esta sexta-feira, 17 de Fevereiro.

"Mas o que é ainda mais preocupante é que essas disparidades atingem 25% entre mulheres e homens com licenciatura ou nível educacional superior", destacou o ministro para concluir que o aumento de qualificação é assim acompanhado de um "aumento da disparidade".

Mas o Executivo de António Costa prepara-se para apresentar mais medidas na concertação social com o objectivo de "reforçar as medidas de parentalidade, combinando os direitos do pai e mãe no momento de nascimento e nos primeiros tempos de vida do bebé".


Outras medidas que estão a ser preparadas pelo Governo incluem o "combate à segregação profissional", dando o exemplo dos concursos públicos.

"Este combate à ideia de que há profissionais associadas a um género também deve ser feito", exemplificando com a história de um homem que se bateu durane anos para não ser chamado de "educadora de infância" nas designações profissionais.

Já na agenda de contratação colectiva, o Executivo quer que as " questões de conciliação vida profissional - vida familiar" sejam tidas em conta na contratação colectiva.




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comentários mais recentes
Anónimo 18.02.2017

Nas aulas de educação física os exercicios masculinos e femininos são diferentes ,porquê?Onde está a igualdade.Facilitismo para uns dificuldades para outros.Tretas da desigualdade q para uns é a injustiça justa.este enviusamento da realidade é fraturante.Ponham olhos na Holanda e Trump.

Manuel Cruz 17.02.2017

E quer os FPs a trabalharem as mesmas horas dos cidadãos de 2ª?
Ou os de 2ª só servem p/contribuir para os regimes especiais dos FPs e não têm os mesmos direitos.

Anónimo 17.02.2017

Podem começar pelas empresas de trabalho temporário, por esse pais rural fora, que faturam aos clientes fazendo expressa discriminação dos serviços baseada no Género! E já agora dêem em cima dos Contabilistas que pactuam com estas tropelias destes clientes sem ética!!!

Anónimo 17.02.2017

O trabalho de uma empresa tem que ser avaliado pela produtividade só se a empresa quer ir a bancarrota é fácil falar porque é..

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