Saúde Governo quer pais a assumir responsabilidade escrita por não vacinação dos filhos

Governo quer pais a assumir responsabilidade escrita por não vacinação dos filhos

Mais informação aos pais e filhos, nomeadamente via escolas, melhores distribuição das vacinas pelo país e gestão logística, e responsabilização formal dos pais que optarem por não vacinar as crianças. Estas são linhas centrais do novo plano nacional de vacinação que será apresentado esta quinta-feira.
Governo quer pais a assumir responsabilidade escrita por não vacinação dos filhos
Bruno simão
Negócios 01 de junho de 2017 às 09:31
O Ministério da Saúde quer que os pais se responsabilizem formalmente pela não vacinação dos seus filhos, provavelmente através de um documento escrito – a "possibilidade mais prática" –, isto já depois de garantir "um elevado grau de informação" que "torne claras as consequências da opção pela não-vacinação não apenas no plano individual mas também no plano comunitário".

Este sistema poderá avançar já no próximo mês, diz Adalberto Campos Fernandes, em entrevista ao Público, na qual defende o "reforço da cooperação entre o sector da saúde e os múltiplos parceiros sociais, com particular enfoque numa parceria reforçada com a comunidade educativa, envolvendo as famílias e as escolas". Existirão campanhas de informação duas vezes por ano, acrescenta ainda.

Do ponto de vista da distribuição o ministro, que hoje a apresenta o novo Plano Nacional de Vacinação, diz que "temos a rede nacional do SNS [Serviço Nacional de Saúde], com centros de saúde muito eficientes e próximos das famílias", mas que verá como "uma oportunidade" a possibilidade de estabelecer acordos com o sector privado e social, com o objectivo de melhorar a "capacidade de distribuição no território, dos pontos de oferta, dos horários". "Por exemplo, adaptar os horários às necessidades das famílias, nomeadamente em zonas urbanas e com casais jovens", detalha.

O responsável pela pasta da Saúde avança ainda que é uma prioridade para o executivo garantir uma "aplicação integrada de governação da vacinação em Portugal", com uma aposta "muito forte" no boletim de vacinação electrónico. A ideia é conseguir que "se alguém foi vacinado numa unidade privada, quando regressa ao SNS essa informação está completamente partilhada"; e criar, em 2018, um sistema inovador em que todo o circuito de distribuição logística passa a ser feito de uma forma centralizada para garantir que vacina administrada é vacina reposta e que não existem falhas de abastecimento ou de distribuição".



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comentários mais recentes
Joaquim 01.06.2017

Pela notícia compreendo que vai haver esclarecimento preferencial de uma das opiniões. Os pais ficam com uma parte da informação. Os possíveis efeitos secundários da vacinação, reconhecidos na bula farmacêutica, ficam a cargo de quem? Oferece-se uma parte da informação e responsabilidade total.

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