Defesa Governo quer saber em três meses quanto vai pagar pelos aviões KC-390

Governo quer saber em três meses quanto vai pagar pelos aviões KC-390

O Executivo, na decisão do Conselho de Ministros que dá luz verde à negociação para compra das novas aeronaves, pondera ainda suspender a modernização dos C-130 até à chegada dos KC-390, prevista até ao final de 2021.
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Paulo Zacarias Gomes 27 de julho de 2017 às 11:08

Até 27 de Outubro o Governo espera ter em mãos os números indicativos para o preço a pagar pelos novos aviões KC-390, bem como as possíveis soluções de financiamento da aquisição, que poderão passar pelo recurso a fundos comunitários.

É o que estabelece a resolução do Conselho de Ministros, aprovada a 8 de Junho e publicada esta quinta-feira, 27 de Julho em Diário da República e que estabelece que os aparelhos deverão estar operacionais até ao final de 2021.

Nesse diploma, o Governo dá três meses ao grupo multiministerial que vai negociar os termos e condições técnicas e financeiras com a brasileira Embraer para fazer o levantamento dos preços deste género de aeronaves em países europeus para que o valor a pagar fique "abaixo ou em linha com os preços praticados nesses países".

Além disso, o grupo que é integrado pelas Finanças, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Economia, deverá definir um cronograma para a aquisição e estabelecer as fontes de financiamento público a ela associadas, nomeadamente em sede de Lei de Programação Militar ou recorrendo a fundos comunitários.

O modelo financeiro deve contemplar não só a compra das aeronaves, como dos equipamentos de apoio no solo, dos equipamentos fornecidos pelo Governo português, a "sustentação logística dos motores" e ainda a construção e adaptação das infra-estruturas, formação e treino, além de outros equipamentos específicos não previstos na versão-base do KC-390 e necessários em missão, lê-se na resolução.

Em paralelo, o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, deverá ponderar a suspensão da modernização das aeronaves Hercules C-130 – que os KC-390 deverão substituir -, sendo as verbas previstas para este fim canalizadas para a "sustentação destas aeronaves" até que os KC-390 entrem ao serviço, bem como para a "execução de outras capacidades da Força Aérea, previstas na Lei de Programação Militar".

Em causa está a compra de cinco aviões KC-390 - adaptados ao transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento aéreo, busca e resgate e combate a incêndios florestais -, uma aquisição que tem ainda a opção de compra de mais uma unidade, a que se junta um simulador de voo "para instalação e operação em território nacional", denominado "fullflight simulator CAT D".

Preço pode rondar os 70 milhões por aeronave

Em 2014, quando a força aérea brasileira encomendou 28 aviões, o preço avançado (incluindo apoio logístico, peças sobresselentes e manutenção) era de 7.200 milhões de reais o que, à cotação actual, coloca o preço por unidade a rondar os 257 milhões de reais (ou cerca de 70 milhões de euros).

 

Nesse cenário hipotético que considere este preço unitário, e excluindo o custo do simulador, a despesa portuguesa com os seis aviões poderia rondar os 420 milhões de euros.

Contributo português para o KC-390 continua

A OGMA, em Alverca - detida pelos brasileiros da Embraer - participa no fabrico de peças estruturais em materiais compósitos e liga metálica no âmbito do programa do cargueiro militar KC-390, o maior projecto aeronáutico português.

Ainda esta quarta-feira, a empresa anunciou a entrega dos componentes destinados ao segundo KC-390 de série, de um conjunto de 28 aparelhos destinados à Força Aérea Brasileira.

De acordo com o comunicado da companhia, de Alverca saem os dez painéis que constituem a fuselagem central do avião, as carenagens do trem de aterragem e os painéis em compósito que formam o seu revestimento. Os materiais são enviados para o Brasil por via marítima para serem montados em Gavião Peixoto, onde fica a fábrica da Embraer.

Há um ano, o Executivo tinha autorizado a realização de até 20,8 milhões de euros em despesa para que o país participasse em 2016 e 2017 no desenvolvimento e produção da aeronave.

A OGMA afirma ter investido 35 milhões de euros na fase de industrialização deste programa aeronáutico e recentemente manifestou a intenção de garantir a manutenção em Alverca de todos os KC-390.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

AI AI SR COSTA!
ENTÃO ENCOMENDARAM OS AVIÕES SEM SABER O CUSTO?
ASSIM AINDA ME PASSO PARA O PARTIDO DO PASSOS COELHO!

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 dias

mais um chito nas contas portuguesas. nao acredito que as coisas se facam por incompetencia. e que se assim fosse talvez acertassem alguma. para que e que sao necessarios estes 3 avioes. e a historia dos kamovs do siresp e de todos os outros esquemas. um dos quais me deixa banzado foi o da EDP e da pseudo administracao paga a peso de ouro. a reducao de custos comeca na reducao drastica de mordomias. na reducao para 150 dos deputados ineficazes que consoante sobem ao poder vao fazendo homenagens e dando nomes a ruas da sua cor politica.

Anónimo Há 4 dias

O Lava Jato português, é o nome mais apropriado para o avião que é a Jato e lavado na OGMA .....Oh Abreu dá cá o meu!!!!

Anónimo Há 6 dias

Os leitores não perceberam bem o que a noticia quer dizer.

Eles sabem quanto custa. O que não sabem é quanto é a comissão e como é paga. Claro que se for em dinheiro e com a nova lei com limite de €3.000,00, vai ter de haver muitos levantamentos

Anónimo Há 1 semana

Como se tem visto a principal ameaça ao nosso território tem sido o fogo. Temos pilotos pagos pelo etário público na FA, porque não pô-los a trabalhar na nossa defesa e em vez de aviões deste tipo investir em aviões tipo Canadair, que são os que precisamos é passamos a vida a pedi-los ao estrangeiro

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