Finanças Públicas Governo tem 211 milhões para protecção civil e incêndios

Governo tem 211 milhões para protecção civil e incêndios

Cerca de um décimo do orçamento de Segurança Interna destina-se à protecção civil e combate a incêndios. Os 211 milhões de euros previstos para 2017 são o terceiro valor mais baixo dos últimos sete anos.
Governo tem 211 milhões para protecção civil e incêndios
Miguel Baltazar/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 19 de junho de 2017 às 17:05

O Governo destinou 211 milhões de euros para a protecção civil e combate a incêndios no Orçamento do Estado para este ano, o equivalente a 10,1% do Orçamento para Segurança Interna. O valor representa um aumento de 1,4% em relação ao ano anterior mas é a terceira verba mais baixa dos últimos sete anos.

Os dados constam das propostas de Orçamento do Estado para cada um dos anos e mostram quantos euros têm as apostas dos vários governos desde 2011. 

Em sete anos, os governos afectaram verbas que variam entre os 200 e os 250 milhões de euros para a protecção civil e o combate a incêndios.

Em 2011, a verba para protecção civil e combate a incêndios contemplada na proposta de Orçamento do Estado para esse ano foi de 202 milhões de euros.

O ano em que a aposta foi maior foi em 2012 quando a verba destinada ao efeito foi de 250,2 milhões de euros, o equivalente a 12,1% do total do Orçamento para Segurança Interna.

Na apresentação do Orçamento da Segurança Interna para 2017, no Parlamento, a ministra Constança Urbano de Sousa apresentou um documento onde sistematizava as medidas previstas para este ano.

Entre elas estava por exemplo a reparação de dois helicópteros pesados Kamov, "que se encontram inoperacionais desde 2013 e 2015, respectivamente".

Porém, a reparação dos mesmos só deverá acontecer em Outubro ou Novembro, avançou o Expresso na quinta-feira passada. O mesmo jornal citava o Ministério da Administração Interna dizendo que a falta dos dois Kamov não afectaria o combate aos incêndios. No incêndio de Pedrogão Grande, que está activo desde sábado, os meios aéreos tiveram dificuldades em fazer o seu trabalho de apagar fogos devido à falta de visibilidade provocada pelo fogo.

Além desta medida, a ministra falava também de Investir em quartéis de bombeiros, viaturas e equipamentos operacionais dos bombeiros, do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR e da Autoridade Nacional de Protecção Civil. Elaborar um programa nacional de incentivo à criação de Agrupamentos dos Corpos de Bombeiros Voluntários e rever o estatuto e as carreiras dos Bombeiros Profissionais eram outras das apostas. 


A sua opinião24
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 1 semana

Se esta rapariga tivesse a mínima noção da figura que faz chorava todos os dias. Como não tem julga-se importante, sendo que para ela ser importante é aparecer na TV ao pé do Presidente da República. Uma tristeza que revela o País que temos.

comentários mais recentes
Mr.Tuga Há 1 semana

É nisto "DESPEJAR GUITA NOS PROBLEMAS" que os merdeiros de tugaLândia dos BRONCOS IMBECIS ATRASADOS são bons...
Já "encontrar soluções e resolver" fica a marinar naquela coisa AR...
Esta SEMclasse politiqueira e este povao imbecilizado por foguetes, churrascos e beatas com 40 graus MERECE-SE!

Anónimo Há 1 semana

É complicado ser Ministra ou Ministro da Administração Interna. Fazem parte deste Ministério vertentes muito sensiveis que querem uma atenção contínua durante as 24 horas, necessitando essas áreas de pessoas que abracem a causa com vontade de proteger as pessoas.

Anónimo Há 1 semana

Bem me parecia que havia um claro desinvestimento público em termos de prevenção e proteção civil! Será que o sr. ministro das finanças vai assumir as suas responsabilidades políticas nesta matéria?

Anónimo Há 1 semana

Muito menos de metade desse dinheiro podia ser gasto com mais proveito na prevenção, área pertencente ao Ministério da Agricultura.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub