Segurança Social Governo vai discutir regras do subsídio de desemprego em concertação social

Governo vai discutir regras do subsídio de desemprego em concertação social

PCP e Bloco de Esquerda pediram o fim total do corte dos 10%. O Governo resolveu levar a questão a concertação social antes do final do ano.
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O Governo vai levar as regras do subsídio de desemprego a concertação social no segundo semestre deste ano. A eliminação total do corte de 10% aplicado após seis meses é apenas uma das alterações que poderão estar em cima da mesa, explicou em entrevista ao Negócios a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim.

"Não significa que se faça uma revisão do regime de desemprego mas não está excluído o estudo da prestação de desemprego e da sua adequação", afirmou Cláudia Joaquim.

Em Junho, entrou em vigor a norma travão que impede que o corte de 10% faça com que o subsídio fique abaixo de 431 euros (o equivalente a um indexante de apoios sociais), mas PCP e Bloco de Esquerda querem ir mais longe, eliminando o corte em todas as circunstâncias. Em Março, a intenção foi chumbada pelo PS, que prometeu avaliá-la durante as negociações para o próximo orçamento do Estado.

 

"Este foi o passo possível neste momento. Qualquer medida que passe por rever as suas regras tem de ser vista em sede de orçamento do Estado e no conjunto de todas as medidas. Não podemos esquecer as medidas que já foram tomadas e que tiveram um impacto parcial porque produziram efeitos não em Janeiro", e que no próximo ano terão um impacto ao longo de todo o ano, como a actualização extraordinária das pensões.




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mais votado Anónimo 06.07.2017

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura. Isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

comentários mais recentes
Anónimo 06.07.2017

estou DE ACORDO MAS HÁ ALGUMAS QUESTÕES A REVER:

- CRITÉRIO RIGOROSO NA ATRIBUIÇÃO DO SUBSÍDIO
- VER OS RENDIMENTOS EFECTIVOS DO TRABALHADOR
- VER SE ELE CONTINUA TRABALHAR NOUTRO SISTEMA
-

Anónimo 06.07.2017

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura. Isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

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