Economia Governo vai indemnizar familiares das vítimas mortais dos incêndios, só não sabe quando

Governo vai indemnizar familiares das vítimas mortais dos incêndios, só não sabe quando

O Conselho de Ministros extraordinário, que discute este sábado medidas para melhor combater os incêndios, aprovou uma resolução para “assumir a responsabilidade das indemnizações às vítimas mortais“, mas não sabe quando irá começar a fazer os pagamentos.
Governo vai indemnizar familiares das vítimas mortais dos incêndios, só não sabe quando
O Conselho de Ministros extraordinário discute este sábado medidas para melhor combater os incêndios.
Miguel Baltazar
Rui Neves 21 de outubro de 2017 às 12:35

O Governo vai atribuir indemnizações aos familiares das vítimas dos incêndios, mas não definiu um prazo sobre o momento em que começarão a ser pagas.

"É para nós desejável que as famílias recebam o mais depressa possível", mas "não lhe posso dizer que é em Dezembro", declarou Francisca Van Dunem, ministra da Justiça, em conferência de imprensa, num primeiro "briefing" do Conselho de Ministros extraordinário, que decorre neste sábado, 21 de Outubro, em Sâo Bento, Lisboa.  

O Governo aprovou uma resolução para "assumir a responsabilidade das indemnizações às vítimas mortais", sendo que a comissão para pagamento de indemnizações aos familiares das vítimas dos incêndios terá um mês para fixar os critérios, anunciou Francisca Van Dunem.

 

"Os interessados vão fazer um pedido ao Provedor de Justiça, que atribuirá as indemnizações", adiantou.

 

O mecanismo extrajudicial de compensação relativo às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande, em Junho, e do passado domingo e segunda-feira, terá uma adesão voluntária por parte dos familiares e herdeiros das vítimas.

Sem adiantar qual a previsão do Governo em relação ao valor das indemnizações a pagar, a ministra da Justiça afiançou que "há cabimento orçamental" para o efeito.

O Conselho de Ministros extrordinário está reunido para discutir medidas para melhor combater os incêndios. 

 


(Notícia actualizada às 12:48) 




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

O governo genocida não pode defender, promover e proteger o excedentarismo e mais indecorosa e contraproducente rigidez no mercado laboral, onerosa, injustificável e absolutamente desnecessária, como a que flagela a banca e a administração pública portuguesas, e ao mesmo tempo mentir aos portugueses dizendo que acautelou e acautela os seus mais básicos e fundamentais interesses enquanto cidadãos deste território. É um contra-senso inqualificável e por demais evidente. Mas quem quiser continuar a comer desta palha dada a bestas de carga que a coma. Os tratadores das bestas agradecem.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo Há 3 semanas

O governo genocida não pode defender, promover e proteger o excedentarismo e mais indecorosa e contraproducente rigidez no mercado laboral, onerosa, injustificável e absolutamente desnecessária, como a que flagela a banca e a administração pública portuguesas, e ao mesmo tempo mentir aos portugueses dizendo que acautelou e acautela os seus mais básicos e fundamentais interesses enquanto cidadãos deste território. É um contra-senso inqualificável e por demais evidente. Mas quem quiser continuar a comer desta palha dada a bestas de carga que a coma. Os tratadores das bestas agradecem.

Anónimo Há 3 semanas

Vai ser atribuído um valor por cada caso. Se for uma vítima sozinha sem descendentes, o prémio duplica e é atribuído a um membro do governo. Saído uma vez, o dito sai da lista dos beneficiários. O beijocas não recebe, pois tem beijinhos.

JARANES Há 3 semanas

Bom, já não há dúvidas de que os fogos, na sua grande parte e de maior expressão - porque pensados e postos em função dos locais e melhores condições climatéricas -, têm origem criminosa.
Tal origem resulta dos benefícios econômicos que os criminosos retiram do fenômeno, quer por via dos bens que vendem, quer por via dos serviços que prestam ao Estado, para efeitos de prevenção e de combate aos fogos.
Não sendo, de todo, contra o apoio do Estado aos desafortunados, vítimas dos incêndios, só espero, por um lado, que daqui não nasça mais um incentivo ao crime, para quem quer casa nova ou salvar uma exploração ou empresa deficitária ou falida e, por outro lado, que isto não sirva para o Estado, com o dinheiro dos contribuintes activos, se substituir à responsabilidade das seguradoras, com o inerente envelope para o partido e para os decisores.
Seja como for os 400 milhões necessários para a catástrofe deveriam sair integralmente dos bolsos dos responsáveis políticos.

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