Banca & Finanças Governo coloca no Banco de Portugal futuro do Novo Banco

Governo coloca no Banco de Portugal futuro do Novo Banco

Ricardo Mourinho Félix quis sublinhar, por duas vezes, que é o Banco de Portugal que tem de tratar da venda do Novo Banco. É ao regulador que caberá decidir se há venda directa ou venda em mercado.
Governo coloca no Banco de Portugal futuro do Novo Banco
Bruno Simão/Negócios

Apesar de António Costa ter estado na China a tratar do dossiê Novo Banco, o secretário de Estado do Tesouro defende que é nas mãos do Banco de Portugal que está a condução do processo de venda da instituição financeira herdeira do BES.

 

"É uma decisão que será tomada pela autoridade de resolução", declarou Ricardo Mourinho Félix na conferência de imprensa desta sexta-feira, 14 de Outubro, no Ministério das Finanças, na apresentação do Orçamento do Estado para o próximo ano. É a autoridade sob o comando de Carlos Costa que decide se há a venda directa a um comprador ou a alienação em mercado a investidores estratégicos de posições accionistas no Novo Banco.

 

Segundo afirmou Mourinho Félix, o processo de alienação do Novo Banco está na fase "das diligências confirmatórias" e das "propostas vinculativas finais" em relação ao processo de venda directa. Há quatro interessados, já adiantou o Banco de Portugal, sendo que foi noticiado que são o BCP, BPI, Loan Star e Centerbrigde/Apollo.

 

O Banco de Portugal, no processo que está a ser liderado pelo ex-secretário de Estado Sérgio Monteiro, vai decidir se haverá a "continuação" deste procedimento e a sua "conclusão" ou se há a "abertura da via alternativa". É nesta alternativa, a da venda em mercado com base em investidores estratégicos, que entra o China Minsheng Financial, que já confirmou uma proposta para ficar com mais de 50% do Novo Banco.

 

Mourinho Félix não quis, contudo, adiantar se há mais interessados neste procedimento. "Não há mais nenhuma informação que possa dar. É confidencial".

 

Resolução do malparado para o ano

 

Para o próximo ano fica a resolução do problema dos malparados da banca. "2017 será o ano em que teremos, definitivamente, de resolver os activos não produtivos no balanço dos bancos e adoptar medidas com esse objectivo", afirmou

 

Neste momento, esse pacote legislativo "está em preparação" e será "apresentado e discutido com a Comissão Europeia". "Está a ser concluído", afirmou. 




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