Finanças Públicas Gradual ou imediato? Centeno mantém dúvidas sobre fim da sobretaxa

Gradual ou imediato? Centeno mantém dúvidas sobre fim da sobretaxa

Nem o primeiro-ministro nem o ministro das Finanças esclarecem se os rendimentos mais altos vão continuar a ser alvo da sobretaxa do IRS ao longo do próximo ano. Na sexta-feira, tudo se saberá, diz Centeno.
Gradual ou imediato? Centeno mantém dúvidas sobre fim da sobretaxa
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 10 de Outubro de 2016 às 18:18

Tal como António Costa, também Mário Centeno não quis esclarecer se, no próximo ano, a sobretaxa do IRS vai acabar logo no início do ano para todos os portugueses ou se a sua eliminação será gradual ao longo de 2017. 

 

"O Orçamento do Estado vai ser apresentado na sexta-feira. Aí, teremos as respostas para todas as perguntas", afirmou Centeno à saída de uma reunião do Eurogrupo, em declarações transmitidas pela RTP3 a partir do Luxemburgo.

 

Em causa estava uma pergunta sobre a notícia do Público de sábado que dava conta que o Governo admitia que a sobretaxa do IRS acabava em 2017 mas de forma faseada, adiando para o final do ano a eliminação nos rendimentos mais altos.


Numa outra geografia, na China, o primeiro-ministro António Costa também não quis comentar a possibilidade. "Houve uma redução da carga fiscal em 2016, que vai prosseguir em 2017. A generalidade das famílias portuguesas já não pagou sobretaxa de IRS em 2016 e em 2017 a sobretaxa vai desaparecer totalmente para todas as famílias portuguesas", disse, segundo a Lusa.

 

A lei prevê o levantamento da sobretaxa para todos os abrangidos a 1 de Janeiro de 2017. Esta é uma taxa adicional criada pelo Governo de Passos Coelho e que foi mantida pelo actual Executivo.

 

"Estamos a poucas horas de saber isso. Sexta-feira vamos entregar o Orçamento e toda a informação vai ser prestada. Atá lá, não vou prestar mais informações", afirmou Centeno quando questionado sobre os números macroeconómicos a constar da proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano.

 

Mário Centeno disse, à margem do Eurogrupo, onde se reúnem os ministros das Finanças da Zona Euro, que há um "processo de diálogo construtivo" com os parceiros europeus no âmbito do Orçamento do Estado e desdramatizou em relação ao que aconteceu no Orçamento de 2016, com os diferendos sobre o que era incluído, ou não, no défice orçamental.

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, afirmou numa entrevista à Antena1/Negócios que, no próximo ano, continuará a haver um alívio fiscal sobre a classe média. 




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mais votado Anónimo Há 4 semanas


PS . BE . PCP são uns PHILHOS DE PHU TA que xupam o sangue ao POVO...

para dar mais dinheiro e privilégios aos FP & CGA.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas


A MALTA DA FP & CGA QUER PÔR O PAÍS NA BANCARROTA... OUTRA VEZ.

PARA A ESQUERDA, os trabalhadores do privado servem apenas para pagar cada vez mais impostos, para sustentar as benesses e os privilégios da FP e da CGA.

Os salários dos trabalhadores do privado desceram imenso nos últimos anos... enquanto no público vão igualar o seu máximo de sempre, já este mês de outubro.

Anónimo Há 3 semanas


PCP . BE . PS entregam o sector dos táxis ao grande capital estrangeiro (DE BORLA).

Viva o capitalismo de esquerda (UBER, Cabify, …)

Carlos Couto Há 3 semanas

VAI PARA A CHINA.............

Fernando Veiga Gomes Há 4 semanas

Aldrabões!

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