Defesa Granadas foguete anticarro, gás lacrimogéneo e explosivos entre material roubado em Tancos

Granadas foguete anticarro, gás lacrimogéneo e explosivos entre material roubado em Tancos

O Exército revelou hoje que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos estão "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, mas não divulgou quantidades.
Granadas foguete anticarro, gás lacrimogéneo e explosivos entre material roubado em Tancos
Ricardo Ponte
Lusa 30 de junho de 2017 às 19:22
"Para além das granadas de mão ofensivas e das munições de 9mm, foram também detectadas as faltas de "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo, explosivos e material diverso de sapadores, como bobines de arame, disparadores e iniciadores", indicou hoje o Exército.

Em comunicado para actualizar os dados apurados até ao momento sobre o assalto aos Paióis do Exército em Tancos, o ramo afirmou que não divulgará quantidades exactas do material furtado "para não investigar as investigações em curso".

Os trabalhos de contagem de materiais "foram elaborados pelo Exército na presença da Polícia Judiciária Militar, sendo do conhecimento das autoridades competentes e da tutela", acrescentou o Exército.

Exército previa instalar sistema electrónico de acessos aos Paióis de Tancos em 2018

O Exército acrescentou que o sistema de videovigilância nos Paióis Nacionais de Tancos "encontra-se inoperacional" e que estava prevista a instalação de um sistema de controlo electrónico de acessos em 2018.

No mesmo comunicado, esclarece que o sistema de videovigilância, "cuja cobertura é apenas parcial para uma área onde estariam os materiais mais relevantes, encontra-se inoperacional".

Face à "preocupação em reforçar e complementar a segurança física" das instalações, os Paióis estavam "contemplados no plano de implementação de vigilância e controlo de acessos electrónico" que "nos últimos anos tem sido implementado no Exército".

"No caso concreto dos Paióis Nacionais de Tancos, a Lei e Programação Militar previa a disponibilização de verbas em 2018", refere o comunicado.

As instalações militares de onde foram roubadas quarta-feira granadas de mão, `granadas foguete anticarro´, explosivos, munições de 9 milímetros, bobines de arame, gás lacrimogéneo, disparadores e iniciadores, são circundadas por dois perímetros de rede, um exterior e um interior, "ininterruptos e iluminados".

O ramo admitiu que aquelas vedações careciam de renovação "pelos anos da rede exterior" e tinha iniciado "os mecanismos legais para a adjudicação da obra, "de forma faseada e com verbas da Lei de Programação Militar".

Segundo o Exército, a renovação do perímetro exterior a oeste decorreu no primeiro semestre do ano, encontrando-se já concluída.

Quanto ao restante perímetro, a adjudicação do restante perímetro foi solicitada pelo Exército a 8 de Março de 2017, tendo sido autorizada a 5 de Junho pelo ministro da Defesa Nacional, num despacho publicado hoje em Diário da República.



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mais votado Anónimo 30.06.2017

O dinheiro que se desperdiça com empresas públicas com excesso de custos salariais como a CGD e a CP, dava para ter um bom sistema de alarme e video-vigilância nos paióis e arsenais assim bem como meios aéreos de combate aos fogos e equipamento para limpar uma boa faixa de mato junto às estradas.

comentários mais recentes
Ó burros quem promoveu tudo a General foi portas 01.07.2017

Portas acabou com o dever militar da Nação,e arranjou voluntários ,que aparece lá de tudo não há selecção, drogados malandros que não querem trabalhar e chama~lhe um Exercito profissional de Mercenários.que até deixam roubar as armas que tem o dever de guardar.

Água Ráz 01.07.2017

No 25A a tropa deu a nossa herança secular aos generais bruxos e disse :agora vem a paz era lógico que a seguir investissem no que fazia falta ,apareceu o PCP com a aliança povo/MFA e o investimento foi em generais . Falta um movimento que chame à responsabilidade a tropa traidora em nome do rei

A dignidade militar tanta vez 01.07.2017

evocada, quando se trata de forçar o governo a dar o que não tem, devia servir em 1º lugar para cumprir escrupulosamente com as suas obrigações básicas. Guardar o que lhe está confiado. Quando um arma é confiada a um soldado é lhe exigido a defesa da mesma, nem que seja à custa da própria vida.

Anónimo 01.07.2017

Pedrogão...roubo de materal militar?...faz muito lembrar a banca nacional que depois da bancarrota os gestores não são responsàveis da nada o unico culpado é o burro do cliente que pôs là a suas economias

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