Economia Grécia: Sondagem dá vitória ao Syriza com 31,5% dos votos

Grécia: Sondagem dá vitória ao Syriza com 31,5% dos votos

O partido da Esquerda Radical, que promete rasgar o acordo de resgate, duplica a votação e alcança o primeiro lugar à frente dos conservadores da Nova Democracia.
Ana Luísa Marques 01 de junho de 2012 às 14:29
A última sondagem publicada pelo jornal grego "Kathimerini" antes das eleições de 17 de Junho, apontam para uma vitória clara da Coligação de Esquerda Radical. As intenções de voto aumentaram em 1,5 pontos percentuais face à sondagem publicada na semana passada e dão ao Syriza 31,5%.
O partido de Alexis Tsipras aumenta, assim, a distância para os conservadores da Nova Democracia, que alcançam 25,5% das intenções de voto. Recorde-se que nas eleições de 6 de Maio, o Syriza obteve 16,8% dos votos e a Nova Democracia 18,9%.

Duas outras sondagens, uma publicada pelo "Ta Nea" e outra pelo "Eleftheros Typos", dão uma ligeira vantagem ao Nova Democracia.

De acordo com a sondagem do "Kathimerini", os socialistas do Pasok caem dois pontos percentuais nas intenções de voto para 13,5% (valor muito próximo do alcançado pelo partido nas eleições de 6 de Maio: 13,2%).

Em quarto lugar surge a Esquerda Democrática com 7,5%, seguida pelos Gregos Independentes com 5,5%. Com os mesmos votos aparece o Partido Comunista Grego, enquanto o partido ultranacionalista Aurora Dourada vê a sua votação cair para 4,5%.

Caso se confirme a vitória do Syriza com 31,5% dos votos, o partido alcança 134 lugares no parlamento, a 17 da maioria absoluta.

Maioria dos gregos acredita na vitória da Nova Democracia

O estudo de opinião publicado pelo "Kathimerini" indica, no entanto, que a maioria dos gregos não acredita na vitória do Syriza. Cerca de 58% aposta na vitória do partido de Antonis Samaras e apenas 34% acredita que a Coligação de Esquerda Radical vai vencer.

Fotis Kouvelis da Esquerda Democrática é considerado o líder partidário mais popular, à frente de Alexis Tsipras.

Anular o memorando da troika e congelar cortes de pensões e salários

O líder do Syriza apresentou, esta manhã, o seu Programa de Governo, onde mantém a promessa de rasgar o acordo de resgate. Se vencer as eleições legislativas de 17 de Junho, o partido compromete-se ainda em manter as empresas estratégica sob o controlo do Estado, congelar os cortes de pensões e salários exigidos pela troika.

Tsipras descreveu o programa do seu partido como um "programa de dignidade e esperança".

A sua opinião60
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Santos 07.06.2012

És um idiota ... neo-liberal e fascista ... deves ser patrão. É esta a noção que tens da Democracia .... meu ordinário? Comparar um um Pais como a Grécia com uma Cuba, China ou Coreia do Norte .... ou ainda com a Venezuela onde o Governo foi eleito Democraticamente? És um porco, deves viver á conta do roubo que o teu amigo Passos e comandita está a fazer á classe média Portuguesa. É pena não dares a cara meu merda.

Anónimo 04.06.2012

Pela Vossa conversa o Lula Deve ser de Direita? Ou de Direita eram os governantes que estavam antes? Recorde-se que o Lula, quando ganhou pela primeira vez, renegociou os acordos com o FMI. E mais tarde libertou-se do FMI. Criou uma espécie de banco central da américa latina para que os países se libertassem do Monstro do FMI. No início foi necessário dizer "não pagamos como vocês querem, com as vossas condições de escravidão, pagamos sim, mas com condições justas, e não a explorar um lado para que o outro se encha de dinheiro apenas com a especulação. Estamos com medo de quê? De não pagar? Nós queremos pagar. Não podemos pagar é sem produzir. Para produzir necessitamos de dinheiro par investir. Querem-nos ajudar ou querem-nos explorar? Porque é que o banco europeu dá dinheiro aos bancos privados a um juro baixo para eles emprestarem aos países a um juro alto? o dinheiro do banco europeu não é fruto dos impostos dos europeus? Somos burros, temos medo, não nos queremos chatear, assusta-nos a mudança, no fundo a liberdade, temos medo do desconhecido. Lembrem-se que, quem investiu mal e nos enganou estes anos todos é quem agora diz que a única solução é a da austeridade. Isto é, quem nos meteu na crise vem agora dizer que nos consegue tirar da crise, e só eles é que têm o caminho da salvação. O lobo vem salvar o cordeiro.

cad7 03.06.2012

Esquerda ou direita não é como distinguir branco ou preto. Cuba, que é um dos países que referiu, tem a medicina oftalmológica das mais avançadas do mundo. Tem taxa zero de mortalidade infantil, e tem por exemplo, o curso de produção cinematográfica dos mais procurados do mundo. Naturalmente que terá coisas más também, como qualquer país com governo de esquerda ou direita.
Depois seria interessante referir que os gregos, ao contrário do que referiu, não tinham as contas direitas, porque os seus governantes, pasme, de direita, falsearam as contas todas. O que quero dizer claramente, é que foi a direita grega que falseou as contas e não o Pasok se condirerar este partido de esquerda. Convido-o a ir ao google para se inteirar do que afirmo. Daqui resulta, que a cor dos manguelas, malandros e vigaristas, têm cores de direita e não de esquerda. mas o problema é bem mais complexo, que eventualmente lhe escapa e o Sr. Visto apenas vê o que está à tona. O empobrecimento da Grécia teve e tem por base, também, interesses ocultos ou não divulgados que beneficiaram industriais e bancos alemães, que mamaram enquanto puderam.
Curioso o comentário de hoje de George Soros que chama a atenção para o domínio da Alemanha sobre todos os países da zona euro, com dívida, a prazo se nada for feito.
O problema da Grécia e da UE, é bem mais complexo do que imagina e não é de manguelas que se trata. Isso é propaganda para a plebe. O problema é de milhões que são exportados todos dias para paraisos fiscais
Acha que é um jardineiro grego que enganou a Segurança Social que desvia capital para offshores?

Anónimo 03.06.2012

Gostava que este partido Syriza ganhasse as eleições na Grécia para me aperceber a seriedade ,os argumentos se seriam cumpridos na governação!Pois é de tirar a quem tem mto dinheiro e não trabalha saber como o arranjou, tambêm ordenados mais de 10.000 euros deviam não ser permitidos .Todos temos direito á saude,ao ensino, e ter trabalho para viver condignamente ! Já sabemos o que em Portugal (Ultra-Liberal)nos dá , riqueza para 1 minoria e fome para a maioria...

ver mais comentários
pub