Grécia, as eleições com 32 partidos e o vencedor que ninguém aponta
03 Maio 2012, 19:39 por Diogo Cavaleiro | diogocavaleiro@negocios.pt
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Samaras e Venizelos são os nomes que deverão reunir mais votos nas eleições de domingo. Quem ganha, é uma incógnita.
"Altamente incerto". É assim que tem sido classificado o resultado das eleições a realizar na Grécia no próximo domingo.

Depois de anos de uma dura crise – ainda sem fim à vista no curto prazo –, os helénicos vão decidir quem querem à frente do país. Isto numa altura em que muitos analistas duvidam da capacidade de Atenas se reerguer e em que muitos avançam a possibilidade de abandonar o euro.

Não há sondagens recentes – as últimas são de há duas semanas. Por isso, como aponta o jornal "Kathimerini", as eleições podem conduzir a uma "surpresa". São 32 partidos, coligados ou candidatos autorizados a disputar os 300 assentos parlamentares, de acordo com o "Athens News".

É a primeira vez desde a restauração da democracia, em 1974, que um número superior a nove partidos pode conseguir um assento no parlamento helénico, segundo este jornal grego, publicado em inglês. Cada partido tem de arrecadar 3% dos votos totais para conseguir um assento parlamentar.

O facto de nenhum partido poder conseguir uma maioria governamental também poderá ser um outro destaque do sufrágio de domingo, como reforça a mesma fonte.

Caso nenhum partido obtenha 151 lugares, o líder do partido com maioria relativa (ou seja, que obtém mais votos) terá possibilidades de formar um governo que terá depois de receber a confiança do parlamento.

Até aqui, Antonis Samaras, líder do partido Nova Democracia, tem ficado à frente das sondagens, mas sem conseguir esta maioria. Em oposição tem o PASOK, a força socialista que tem comandado a Grécia e que é, actualmente, liderada por Evangelos Venizelos, o anterior ministro das Finanças que acordou o segundo pacote de resgate com a troika.

Entre alguns dos partidos que poderão conseguir assento no órgão legislativo da Grécia está o Partido Comunista, a Esquerda Radical, conhecida como SYRIZA, a Esquerda Democrática, os Gregos Independentes, força formada por um antigo deputado da Nova Democracia, os nacionalistas da Golden Dawn e ainda os nacionalistas do Laos.

Nas últimas eleições, em 2009, cinco partidos obtiveram assentos parlamentares. Ao longo dos últimos anos, o cenário parlamentar sofreu alterações, por exemplo, com a saída de vários deputados – muitos desagradados com medidas implementadas pelos seus partidos, devido à crise da dívida no país.

Assim, os deputados que vieram depois substituir os lugares deixados vagos trouxeram uma maior diversificação partidária, embora continuando apenas a ser reconhecidos cinco partidos como oficiais.

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