Europa Grupo de intelectuais portugueses assina manifesto sobre a Catalunha

Grupo de intelectuais portugueses assina manifesto sobre a Catalunha

Um grupo de intelectuais e políticos da esquerda à direita, assina um manifesto publicado esta sexta-feira, 6 de Outubro, no Público em que condena os atropelos aos direitos cívicos cometidos pelo governo espanhol e acusa as autoridades de desrespeitarem o direitos dos catalães de “disporem de si próprios”.
Grupo de intelectuais portugueses assina manifesto sobre a Catalunha
Reuters
Negócios 06 de outubro de 2017 às 09:36

Pacheco Pereira, André Freire, Isabel Moreira, Francisco Louçã ou José Manuel Pureza. Estes são alguns dos nomes que esta sexta-feira, 6 de Outubro, assinam um manifesto em defesa dos catalães e a criticar a posição do governo de Mariano Rajoy e a forma como tem reagido ao independentismo catalão.

 

"Não podemos ficar indiferentes perante a forma tão evidente pela qual as autoridades espanholas (sejam elas ao Governo, a polícia ou os tribunais) desrespeitam o direito do povo catalão a "dispor de si próprio" e, "em virtude deste direito, determinar livremente o seu estatuto político e assegurar livremente o seu desenvolvimento económico, social e cultural", como estabelecem tratados internacionais assinados pelo próprio Estado espanhol (e todos os Estados europeus) como o Pacto Internacional dos Direitos Cívicos e Políticos (1966)", lê-se no documento, assinado pelos historiadores Manuel Loff e Fernando Rosas e subscrito por 15 intelectuais, entre economistas, sociólogos, políticos ou professores universitários.

 

"Não calamos a nossa indignação perante a multiplicidade de atropelos aos direitos cívicos, políticos e humanos que, sobre a questão catalã e por intermédio da polícia, do Ministério Público e dos tribunais, o Governo espanhol cometeu e continua a cometer na Catalunha", prossegue o texto.

 

Os historiadores lembram os acontecimentos do passado fim-de-semana, quando foi realizado o referendo para a independência da Catalunha e condenam, nomeadamente, o envio para a região de dez mil polícias, "num acto deliberado de intimidação" que, dizem, "não tem precedentes em 40 anos de democracia".

 

São também enumeradas violações várias, contra o direito de associação, contra os direitos cívicos e políticos ou contra a liberdade de expressão que os signatários do manifesto entendem que foram cometidos.

"Mais até do que o legitimo direito à autodeterminação, o que está hoje em causa na Catalunha é a democracia e a liberdade. Dos catalães e dos espanhóis, e de todos nós", rematam.




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