Mundo Guterres diz que tem feito "todos os esforços" para boa relação com EUA

Guterres diz que tem feito "todos os esforços" para boa relação com EUA

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse esta quarta-feira que tem feito "todos os esforços" para criar uma relação construtiva com os Estados Unidos da América e o seu presidente, Donald Trump.
Guterres diz que tem feito "todos os esforços" para boa relação com EUA
Lusa 13 de setembro de 2017 às 19:14

"Todos os esforços que tenho feito são para criar condições para que as relações entre os EUA e a ONU sejam construtivas, e espero que essa seja também a mensagem do Presidente Trump. Se essa for a mensagem, será bem recebida", disse António Guterres.

 

O secretário-geral referia-se ao discurso de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, que acontece na próxima semana em Nova Iorque, durante a qual os dois homens vão ter uma reunião de trabalho.

 

"Planeio encontrar-me com o presidente Trump. Não pretendo dizer sobre a Birmânia ou a Coreia do Norte algo diferente do que tenho dito. Em relação às mudanças climáticas, acredito que é uma ameaça séria, que eventos recentes o provaram de novo, que o Acordo de Paris é algo que tem de ser implementado pela comunidade internacional, com uma ambição renovada, e que a economia verde não é apenas necessária para salvar o planeta mas também a forma mais inteligente de olhar para o desenvolvimento neste momento", explicou António Guterres.

 

O diplomata foi ainda questionado sobre o novo lema da administração norte-americana, "América Primeiro", que sugere uma agenda com foco doméstico em que os EUA se afastam do palco principal na cena internacional.

 

"Podemos ter diferentes ideias em relação à palavra primeiro. Quando era primeiro-ministro de Portugal, sempre considerei que, para mim, Portugal vinha primeiro. Mas é minha convicção profunda que a melhor maneira de preservar o interesse americano é envolvendo-se de forma positiva nos assuntos internacionais e é apoiando organizações multilaterais como a ONU", explicou o português.

 

Questionado sobre se vai ter uma postura mais de confronto em relação aos EUA, como muitos críticos de Donald Trump têm pedido, o secretário-geral da ONU não quis responder. "Vão poder ouvir o meu discurso, no início da assembleia, e ai as vossas perguntas serão respondidas", disse. 




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