Autarquias Há mais de 15 mil precários nas autarquias

Há mais de 15 mil precários nas autarquias

O levantamento dos vínculos precários que existem nos municípios e freguesias permitiu identificar 15.549 funcionários a trabalhar nessa situação, anunciou Eduardo Cabrita. Só 10 Câmaras não têm funcionários com vínculos precários.
Há mais de 15 mil precários nas autarquias
Miguel Baltazar
Bruno Simões 16 de novembro de 2017 às 18:23

As Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia dão trabalho a 15.549 pessoas com vínculos precários, anunciou esta tarde o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. O levantamento destas situações de trabalho precário nas autarquias foi concluído "esta semana" e identificou situações de trabalho completo com vínculos precários em 298 municípios (num total de 308) e em 1.872 freguesias (em 3.092).

 
Ou seja, quase todos os municípios têm trabalhadores precários, situação que se verifica em mais de metade das freguesias.

O levantamento levado a cabo pelos municípios e freguesias permitiu "identificar 3.607 situações de trabalho com contrato a termo, 4.667 situações de exercício de funções com prestações de serviços", que são os "chamados recibos verdes", e ainda "7.275 contratos de emprego-inserção". No total, são 15.549 as pessoas que trabalham a tempo inteiro nas câmaras municipais mas que têm vínculos precários.

 

Estes funcionários irão beneficiar "das regras que estão definidas" para a Administração Central, reiterou o ministro, tal como já havia dito em Abril. Contudo, a decisão sobre quem é que é integrado nos quadros ou não ficará a cabo de cada autarquia. "Há uma avaliação caso a caso que tem de ser feita à escala local, porque a autonomia local não permitirá que existam as comissões paritárias com intervenção governamental". Isso "seria uma grosseira violação da autonomia local", sinalizou.

 

É, por isso, "no âmbito das autarquias que será necessário encontrar os mecanismos de resposta a estas situações de vínculos não permanentes e de trabalho permanente".

 

No Estado já foram identificados cerca de 116 mil vínculos temporários. O Governo abriu um Programa de Regularização Especial de Vínculos Precários na Administração Pública (Prevpap) em Maio e Junho para regularizar estas situações, ao qual chegaram apenas 30 mil candidaturas. O Executivo decidiu, entretanto, lançar uma segunda fase que abriu no passado dia 6 de Novembro e que termina amanhã, dia 17.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

De precário a excedentário é um ápice. A tecnologia não pára e as forças de mercado também não.

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Anónimo Há 3 semanas

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura, e isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo Há 3 semanas

Ou seja, os aviões vão continuar na Rússia e em Espanha, os helicópteros no chão, e os cidadãos de segunda no crematório a céu aberto na via pública. Já nos paióis guardados como se guardavam as casernas na 2ª Guerra Mundial, modernos sistemas de alarme, segurança, identificação e video-vigilância são vistos como uma coisa "dos filmes". Triste Portugal que põe os direitos laborais adquiridos sempre à frente do investimento e dos bens de capital.

Anónimo Há 3 semanas

Quando a República Portuguesa estiver novamente à beira da falência e estes precários forem todos definitivos cheios de direitos adquiridos, blindados à prova de mercado ou de oferta e de procura e de inovação ou avanço tecnológico, é que se apercebem do erro. Mas já vai ser tarde.

Anónimo Há 3 semanas

De precário a excedentário é um ápice. A tecnologia não pára e as forças de mercado também não.

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