Europa Hamon ganha primeira volta das primárias dos socialistas após prometer salário universal de 750 euros  

Hamon ganha primeira volta das primárias dos socialistas após prometer salário universal de 750 euros  

Hamon, que obteve 36,12% dos votos, ultrapassando o ex-chefe do executivo Manuel Valls, que recolheu 31,24%, segundo resultados provisórios, apelou para o fim da "velha política" e apresentou como prioridade "mudar o modelo de desenvolvimento" impulsionando a ecologia.
Hamon ganha primeira volta das primárias dos socialistas após prometer salário universal de 750 euros  
Reuters
Lusa 22 de janeiro de 2017 às 22:55

O ex-ministro da Educação francês Benoît Hamon classificou a vitória na primeira volta das primárias socialistas em França como "uma clara mensagem de renovação", enquanto o antigo primeiro-ministro Manuel Valls diz que "nada está escrito".

 

Benoît Hamon saudau também a oportunidade de disputar com Manuel Valls a segunda volta.

 

"Colocando-me na liderança, enviaram-me uma clara mensagem de esperança e renovação", disse Hamon aos apoiantes, reunidos na sua sede de campanha em Paris.

 

Hamon, que obteve 36,12% dos votos, ultrapassando o ex-chefe do executivo Manuel Valls, que recolheu 31,24%, segundo resultados provisórios, apelou para o fim da "velha política" e apresentou como prioridade "mudar o modelo de desenvolvimento" impulsionando a ecologia.

 

Depois de agradecer o apoio na segunda volta, no próximo domingo, 29 de Janeiro, de um dos candidatos eliminados, o ex-ministro Arnaud Montebourg, que obteve 18% dos votos, Benoît Hamon disse estar "feliz por poder continuar o debate" com Valls.

 

"[Será] o meu projecto de sociedade contra o seu projecto de sociedade", observou.

 

"Vejo os primeiros pilares com os quais vamos reconstruir a esquerda, uni-la para construir a esperança", concluiu.

 

Hamon conseguiu colocar no centro do debate medidas como a atribuição de um salário universal de 750 euros a todos os franceses maiores de idade, a legalização da marijuana, a redução das penas de prisão e a aplicação de um imposto aos robots, que seduziram novos votantes, sobretudo jovens.

 

O antigo primeiro-ministro também já comentou o seu segundo lugar no escrutínio de hoje, afirmando-se satisfeito com o resultado obtido e sublinhando que "nada está escrito".

 

"Uma nova campanha começa a partir desta noite. Apresenta-se-nos, a nós e a vós, uma escolha muito clara: a escolha entre o fracasso garantido e a possível vitória, entre promessas irrealizáveis e uma esquerda credível que assume as responsabilidades do país", sustentou.

 

Valls, ex-número dois do actual Presidente, François Hollande, argumentou que a esquerda que ele representa tem hipóteses de vencer as eleições presidenciais de Abril e Maio próximos e disse ser "um lutador" que aposta numa esquerda "forte e credível".

 

Numa crítica directa à proposta mais emblemática de Hamon - a atribuição de um salário mensal de 750 euros a todos os cidadãos franceses -, Manuel Valls disse não acreditar numa medida "com custos exorbitantes", que implicaria "aumentar de forma maciça os impostos e os défices".

 

"Recuso-me a abandonar os franceses à sua sorte, a promessas impossíveis de cumprir", prosseguiu, acrescentando ainda que não quer também deixar os franceses sozinhos perante a extrema-direita de Marine Le Pen ou a direita "dura e liberal como nunca" do conservador François Fillon, perante os Estados Unidos do Presidente Donald Trump e a Rússia de Vladimir Putin.

 




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comentários mais recentes
João K. 23.01.2017

aplicação de um imposto aos robots... O que eu me ri. Se aplicasse um imposto à estupidez da medida, resolvia de certeza o problema do orçamento de Estado. Afinal em França ainda são mais ignorantes que por cá, algo extremamente difícil...

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