Política Homens de confiança de Costa demitiram-se. Quem são eles?

Homens de confiança de Costa demitiram-se. Quem são eles?

São homens de confiança de Costa saem do Executivo, que agora saem do elenco governativo.
Homens de confiança de Costa demitiram-se. Quem são eles?
Bruno Simão
Alexandra Machado 09 de julho de 2017 às 21:52

João Vasconcelos

 

Na Rua da Horta Seca, onde está instalado o Ministério da Economia, João Vasconcelos era visto, em alguns círculos, como o principal titular da pasta. Era secretário de Estado da Indústria, mas esteve em todos os anúncios relevantes e sempre associado a investimento e empreendedorismo. Chegara ao Governo vindo da Startup Lisboa, a incubadora da Câmara Municipal de Lisboa, para o qual foi escolhido pelo então edil António Costa.

Esteve na Startup de 2011 a 2015, de onde saiu para assumir a pasta da indústria. E aqui ficou conhecido pela associação ao empreendedorismo – embora profissionalmente a área estivesse já antes no seu currículo – e indissociável da Web Summit, conquistada para Portugal durante três anos. As lides governativas começaram, no entanto, antes.

João Vasconcelos tinha sido adjunto e assessor do primeiro-ministro José Sócrates, com responsabilidade em pastas como assunto regionais e economia. Antes de entrar nestes governos de Sócrates, João Vasconcelos tinha sido vice-presidente da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários), entre 1999 e 2005. Tem 42 anos.

 

Fernando Rocha Andrade

A secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais não foi a primeira experiência de Rocha Andrade. Já tinha estado no governo de Sócrates na Administração Interna, entre 2005 e 2008. Tinha chegado a esse ministério pela mão do primeiro ministro da Administração Interna de Sócrates: António Costa. Quando este chegou a primeiro-ministro, Rocha Andrade foi para a secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, num ministério a quem coube ser assumido por um independente. Rocha Andrade é membro, segundo consta do seu currículo, do secretariado nacional do Partido Socialista.

Sobre o primeiro-ministro já assumiu ser "um grande amigo que me deu esta [secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais] oportunidade que muito me honra, e tem-me dado outras oportunidades ao longo da minha vida e muito agradeço isso". Rocha Andrade tem 46 anos.

 

Jorge Costa Oliveira


Na secretaria de Estado da Internacionalização – da qual tomou posse dias depois dos seus colegas por não estar em Portugal – tem, outros pelouros, o dossiê da AICEP, que tutela. Nasceu no Porto em 1959. Também não era a primeira vez que assumia funções governativas. De Janeiro de 1984 a Junho de 1985 (bloco central) fora adjunto do secretário de estado para os Assuntos Parlamentares. Findas essas funções tornou-se advogado da empresa pública IPE, que tinha as participações em sociedades não financeiras. De onde transitou para Macau, onde foi coordenador do gabinete para os Assuntos Legislativos do Governo de Macau, de 1989 a 2000.

Aí permaneceu para ser membro da comissão da Região Administrativa Especial de Macau para o primeiro concurso público para atribuição de concessões para a exploração de jogos de fortuna ou azar, tendo-se tornado, depois disso, membro da comissão do jogo de Macau. Segundo o currículo que está no site do Governo, ainda se manteve ligado a Macau, até 2010, como coordenador do gabinete para os assuntos do direito internacional do Governo de Macau.

Nos anos que esteve em Macau cruzou-se com outro membro do actual executivo – o ministro adjunto Eduardo Cabrita.

Entre Março de 2011 e Dezembro de 2015, antes de assumir funções, foi consultor independente. Em Março acabou por ser chamado a uma audição parlamentar, na qual foi confrontado com a sua discrição. À qual respondeu ser por mera "falta de tempo". "Não é possível andar em reuniões com as associações representativas dos principais sectores e nas feiras, a bater palmadas nas costas dos empresários a dizer ‘força nisso’, e ainda a dar entrevistas", disse o secretário de Estado da Internacionalização, citado pelo i.




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Em democracia o poder está sempre 10.07.2017

à disposição das boas práticas. AC ao saber que os (3) secretários iriam ser investigados fez aquilo que, nem todos fariam aceitou a sua demissão. Quanto à PGR. espera-se que a investigação não dure tanto como outros processos. A gravidade do processo é ridícula mas, manda quem pode.

Anónimo 10.07.2017

Só restam os tribunais para nos defender do PS... mas o povo gosta e
vota mais e mais !! Lindo Funeral espera Portugal !!
_Neves

Sócrates já foi acusado ? Não ? PORQUÊ ? 10.07.2017

Qual a razão de se chegar a AGOSTO sem acusação de Sócrates ? NÃO É POR ACASO que 90% dos Ministros, Secretários de estado etc foram qualquer coisa do governo sócrates . . . ainda vai prescrever !

pub
pub
pub
pub