Economia Hora de Verão: Não se esqueça de adiantar o relógio este domingo

Hora de Verão: Não se esqueça de adiantar o relógio este domingo

Na madrugada de sábado para domingo, 27 de Março, o relógio avança 60 minutos. Portugal e os restantes estados-membros entram oficialmente na hora de Verão que se prolonga até ao final de Outubro.
Hora de Verão: Não se esqueça de adiantar o relógio este domingo
Bloomberg
Inês F. Alves 26 de março de 2016 às 10:30

"Com vista a facilitar os transportes e as comunicações foi introduzida, em todos os Estados-Membros, uma data e uma hora comuns para o início e o fim do período da hora de Verão. O período que os Estados-Membros consideram mais adequado vai do final de Março ao final de Outubro", pode ler-se no site do Centro de Informação Europeia Jaques Delors.

"O bom funcionamento de determinados sectores, não só o dos transportes e o das comunicações, mas também outros sectores da indústria, exige uma programação estável a longo prazo", acrescenta a directiva do Parlamento Europeu e do Conselho de 19 de Janeiro de 2001 respeitante às disposições relativas à hora de Verão.

Assim sendo, a Comissão Europeia determina de cinco em cinco anos em que dias os Estados-Membros devem acertar o relógio. A última directiva é de Fevereiro de 2016 e dita as regras até 2021.

Este ano, os relógios serão adiantados 60 minutos à 1 hora de tempo legal do dia 27 de Março para entrar na hora de Verão, detalha o Observatório Astronómico de Lisboa. Isto aplica-se a Portugal Continental e à Madeira. Ou seja, à 1 hora da manhã passarão a ser 2 horas.


Nos Açores, os relógios avançam 60 minutos às 0 horas de tempo legal do dia 27 de Março. À meia-noite passará a ser 1 hora.


Seguirão assim até 30 de Outubro, altura em que serão atrasados. 


A directiva de 2001 determinava igualmente que a Comissão teria de apresentar em 2007 "um relatório ao Parlamento Europeu, ao Conselho e ao Comité Económico e Social sobre a incidência das disposições da presente directiva nos sectores envolvidos", ou seja, uma análise aprofundada das implicações da hora de Verão nos Estados-Membros da União Europeia.

O documento foi publicado em Novembro de 2007 e concluia que "os sectores económicos considerados mais relevantes, nomeadamente a agricultura, o turismo e os transportes, integraram a hora de Verão nas suas actividades e não põem a sua existência em causa". Além disso, "no que diz respeito aos transportes, a plena harmonização do calendário permitiu suprimir os obstáculos mais importantes observados no passado". A Comissão destacava ainda que "a hora de Verão favorece a prática, ao fim do dia, de todas as espécies de actividades de lazer em condições de maior conforto, dado se realizarem com luz natural".

À época, e face a estudos "contraditórios sobre esta matéria", era "impossível tirar conclusões válidas sobre o impacto ambiental da hora de Verão". No que concerne as poupanças energéticas "efectivamente obtidas", estas eram "difíceis de determinar".

Já sobre os impactos no corpo humano, os especialistas estavam "de acordo que a maior parte das perturbações sentidas são de curta duração e não põem em perigo a saúde".

Findo o balanço, "nenhum Estado-Membro solicitou a modificação do actual regime" à data deste relatório.

O sentimento não se alterou com o passar do tempo. Um relatório publicado em Setembro 2014 pela delegação de Mobilidade e Transportes da Comissão Europeia dá conta que 11 dos 18 Estados Membro consultados "não estão a considerar presentemente alterações à hora de Verão".

Estudos mais recentes "concluem que não há impactos significativos na agricultura", o que pode "estar relacionado com o desenvolvimento de tecnologia aplicada no sector", pode ler-se neste estudo. As empresas de transportes, financeiras e tecnológicas foram capazes de adaptar a sua actividade à mudança de hora e, neste caso, o destaque vai para a importância da harmonização.

A maioria dos Estados-Membros introduziu a hora de Verão na década de 1970, tendo outros recorrido a esta medida muito antes, nomeadamente durante as guerras mundiais, com o propósito de aproveitar melhor as horas de luz e reduzir o consumo de energia. Todavia, a adopção da hora de Verão tornou-se "standard" no bloco europeu nos anos 1980.

A 1.ª directiva de 22 de Julho de 1980, que entrou em vigor em 1981, fixava uma data comum unicamente para o início do período da hora de Verão. As directivas sucessivas fixaram uma data comum para o início - o último domingo de Março - e duas datas para o termo: o último domingo de Setembro (data aplicada pelos Estados do continente), e o 4.º domingo de Outubro (data aplicada no Reino Unido e na Irlanda).

A situação manteve-se assim até 1994, altura em que se definiu uma data comum de termo, ficando o último domingo de Outubro, concretizando finalmente a harmonização total do calendário. A directiva entrou em vigor em 1996.


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Anónimo Há 4 semanas

O unico proveito aqui e que os relogios acertam-se pelo menos uma vez no ano.

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