Finanças Públicas Horta Osório defende plano para reduzir dívida pública que envolva toda a sociedade  

Horta Osório defende plano para reduzir dívida pública que envolva toda a sociedade  

António Horta Osório defendeu hoje que Portugal precisa de um plano a médio prazo que envolva toda a sociedade para diminuir o elevado nível de dívida pública, sob pena de alguma turbulência colocar logo o país "em sobressalto".
Horta Osório defende plano para reduzir dívida pública que envolva toda a sociedade  
Bloomberg
Lusa 22 de junho de 2017 às 14:51

"Deveríamos ter um plano a médio prazo na sociedade para diminuir o nível da dívida face ao produto [interno bruto], ou qualquer sobressalto ou problema externo pode voltar a pôr-nos numa situação muito difícil, que obviamente os portugueses não querem voltar a passar", disse o presidente do banco britânico Lloyds, em Lisboa, num almoço-debate da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

 

António Horta Osório citou o caso da Irlanda para considerar que este demonstra que tal é possível "desde que haja vontade da sociedade e políticas adequadas para o fazer".

 

Segundo os últimos dados disponíveis, a dívida pública representava em Março 130,6% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 130,4% de Dezembro de 2016.

 

Sobre a evolução da economia portuguesa nos últimos anos, destacou o equilíbrio das contas externas e a recuperação do emprego como elementos positivos, mas considerou que a estagnação da produtividade coloca problemas quanto a aumentar no futuro a riqueza de cada cidadão, o PIB 'per capita'.

 

"A única maneira de ter melhores salários por hora é com produtividade", afirmou.

 

António Horta Osório defendeu ainda que o Governo deveria promover uma "política de imigração inteligente", tal como há em Singapura ou na Austrália, capaz de atrair pessoas qualificadas que ajudem a colmatar o problema de envelhecimento do país.

 

É que, disse, actualmente há um reformado para três pessoas no activo, mas em 30 anos será um reformado para cada dois.

 

Este almoço-debate conta com a presença de Paulo Portas, que actualmente é vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

 




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mais votado Anónimo Há 4 dias

Temos de entender que há muito português corrupto, maldoso e pouco sério, pessoas daninhas que vivem de toda a porcaria que levou a República à bancarrota. Essa gente não quer ouvir falar em reformas quer elas sejam sugeridas pelo FMI, pela UE ou pela OCDE. Para eles o pré-troika é que é bom. Ladroagem pura. Não sabem outra coisa na vida.

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zé dos Bois Há 6 dias

este gajo deve ser muito estúpido..
Aumentar a produtividade? Diminuir a Divida Externa? Plano a Médio prazo ?
...por amor de Deus,.. onde é que ele foi buscar estas ideias ?
só faltava dizer que os malandros agora têm que trabalhar,... esta agora !!!.

TAL COMO O "GRANDE" GESTOR ZEINAL BAVA ... Há 2 semanas

Para este biltre, fazer o despedimento, no Banco que gere, de cem, quinhentos, mil ou dois mil trabalhadores é, para ele, TAL QUAL como, num "break", ir tomar um café.
É, deste modo, que este imbecil cria fama de um gestor suprassumo, à custa do sangue e dos dramas que cria nas famílias.

Anónimo Há 2 semanas

Horta supra-sumo-das-finanças descobriu a pólvora? vá-la ter com sua amantezinha...no Lodys e deixe lá a malta tuga em Paz. Faça lá uns mergulhos com o seu amigo dos submarinos, fotocópias e portas...

SALAZAR Há 2 semanas

O QUE ELE DEVIA DIZER É QUE A DÍVIDA PÚBLICA GIGANTESCA PORTUGUESA NÃO FOI CONTRAÍDA PELA GRANDE MAIORIA DOS PORTUGUESES, MAS SIM PELOS SUCESSIVOS CRIMINOSOS DAS "ALTAS" ESFERAS QUE HÁ 40 ANOS DOMINAM O PAÍS. MAS ISSO ELE NUNCA DISSE PORQUE PROVAVELMENTE É AMIGO DE QUASE TODOS ELES.

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