Turismo & Lazer Hotéis do Algarve já têm de ir recrutar ao Alentejo

Hotéis do Algarve já têm de ir recrutar ao Alentejo

Os patrões do sector do turismo reconhecem ao DN a existência de alguma precariedade nas relações laborais mas dizem que o maior problema da principal região turística do país é a falta de mão-de-obra especializada.
Hotéis do Algarve já têm de ir recrutar ao Alentejo
Pedro Noel da Luz
Negócios 08 de Outubro de 2016 às 10:52

O sector do turismo e da hotelaria no Algarve reconhece a existência de "alguma precariedade" nos trabalhadores contratados na região, mas diz que o maior problema é a ausência de mão-de-obra na época alta, que obriga a ir recrutar a outros pontos do país e a pagar retribuições mais baixas.

"Neste ano tivemos de ir buscar pessoas ao Alentejo - implica contratar pessoas sem formação na área, e por isso os salários são mais baixos", afirmou o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, em declarações ao Diário de Notícias deste sábado, 8 de Outubro.

Álvaro Viegas, presidente da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (Acral), partilha da preocupação com a falta de mão-de-obra, atribuindo "alguma precariedade no sector" à sazonalidade associada ao turismo.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve (STIHTRS) reconhece que há um aumento "ligeiro" do emprego este ano – o DN refere que a taxa na região no segundo trimestre foi a mais baixa desde 2009, de 8,1% - mas que é conseguido à "base de trabalho precário."

Esta é a opção cada vez mais usada pelos "maiores grupos hoteleiros," numa altura em que "os quadros de pessoal continuam reduzidos ao mínimo," acusa o sindicalista Tiago Jacinto.

"O recurso à contratação temporária é uma realidade em zonas sazonais de todo o mundo. Se este problema não for resolvido, o recurso ao trabalho temporário é algo com que teremos de viver no futuro", defende Álvaro Viegas, que acrescenta que entre 40 a 50% dos estagiários a que as empresas recorrem conseguem colocação na firma. 




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Phillipe Teixeira Ilidio 08.10.2016

esses empresários de hotelaria em uma lata , pagam mal aos funcionários e cobram preço altíssimos aos consumidores portugueses . de portugal ....

Carlos Lourenço 08.10.2016

Quem poder e tiver ambições e não querendo ser MANGA DE ALPACA....é fugir deste país....em alguns anos não irá haver juventude para trabalhar.

KANDONGA 08.10.2016

Hoje só nao é Licenciado quem nao quer, já sao 3,5 milhoes de Licenciados no país. Em 1974 eram 200 mil. Para este caso as univs tem de criar licenciaturas/mestrados para lavar pratos, servir á mesa e carregar as malas dos turistas.

José André Rosa 08.10.2016

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