Emprego IEFP suspende candidaturas a estágios

IEFP suspende candidaturas a estágios

A proposta sobre novas regras prevê a redução da duração dos estágios e a redução da comparticipação às empresas, avança o Público.
IEFP suspende candidaturas a estágios
Carolina Cravinho/Negócios

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) decidiu suspender as candidaturas a estágios, com efeitos desde o dia 30 de Junho.

 

A suspensão deve-se à proposta de alteração da legislação sobre o assunto, apresentada no final da semana passada. Deverá durar três semanas.

 

"Na sequência de proposta de alteração da legislação da medida Estágios Emprego, em apreciação pelos parceiros sociais, deliberou o Conselho Directivo do IEFP, I.P. suspender as candidaturas a esta medida, durante as próximas três semanas, até à concretização das alterações propostas", refere uma nota publicada no site do IEFP, que é esta terça-feira citada pelo jornal Público.

 

Em declarações ao jornal, fonte do IEFP explica que este procedimento é "comum" sempre que se alteram as regras.

 

A proposta apresentada aos parceiros sociais prevê a diminuição da duração dos estágios, que passam, em regra, dos actuais doze para nove meses.

 

Esta redução tem efeitos ao nível da atribuição do subsídio de desemprego, tal como explicou o Negócios na segunda-feira.

 

É que, apesar de os estagiários continuarem a descontar para a Segurança Social, os nove meses de duração do estágio não serão por si só suficientes para ter acesso ao subsídio, que exige 360 dias de descontos nos últimos dois anos.

 

O Governo também vai diminuir a comparticipação às empresas, que passa, em regra, dos actuais 80% para 65%, com algumas excepções.

 

A medida é justificada pelo Governo com a melhoria dos indicadores no mercado de trabalho.

 

Em declarações ao Público, o ex-presidente do IEFP, Francisco Madelino, adianta outra explicação, orçamental.

 

"Actualmente, 95% das verbas estão comprometidas com processos que transitaram do passado", declara.

 

A reformulação das regras dos estágios é incluída num pacote de quatro portarias, que também prevêem a alteração dos apoios à contratação, fundindo duas medidas numa só, e o lançamento de dois novos programas: um para a integração de jovens nas IPSS e outro para o empreendedorismo.

 




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mais votado Anabela Cordeiro 02.07.2014

Andavam a falar de estágios mas era a fingir.....era para distrair os incautos, esta conversa só volta para as próximas eleições

comentários mais recentes
Anónimo 02.07.2014

É e a minha mulher acabou o curso e desde janeiro está a espera de colocação, tendo já duas entrevistas efectuadas com sucesso. Como é para estágio profissional não pode trabalhar, uma vez que se trabalhar perde o direito ao estágio, coisa perfeitamente lógica para um recém licenciado. Como não pode trabalhar e como os concursos estão parados, daqui a 3 semanas os concursos arrancam e depois são mais 6 meses para a resposta. Até lá temos um recém licenciado 1 ano sem trabalhar tendo contas para pagar. Coisa perfeitamente lógica num país "desenvolvido"...

António Souto, Viseu 02.07.2014

Há propostas apresentadas de novas medidas é natural que as anteriores sejam suspensas por periodo limitado.

Nando 02.07.2014

já tinha dito à muito tempo que os 12 meses era insustentável.... porque 95% dos estagiários vão para o desemprego.... e a ser o estagio de 12 meses iriam ter direito a subsidio de desemprego durante 2 anos.
era completamente insustentável estar a pagar estágios e depois ainda o subsidio de desemprego.... qualquer pessoa via isso.... só os idiotas que estão no governo é que não viram. mas vale tarde do que nunca

Anónimo 02.07.2014

Do meu ponto de vista os estágios deviam ser só para pessoas até aos 30 anos e durante 3 meses no máximo de 1 por empresa porque 3 meses é mais que suficiente para explicar o que se deve fazer em contexto de trabalho, ao ser dado um período de 12 meses ou 9 agora vai levar a que as empresas usem estes estagiários para suprir funções e neste caso existe uma coisa que está muito esquecida que é o Contrato de TRABALHO, pois amigos existem de 3, 6, 12 meses e nos outros casos existem os Sem Termo, vivemos na selva mas os nossos empresários passaram a outro nível agora já não usam BMW ou Mercedes a crise agora impos a eles Jaguares sim a marca Jaguar é o carro topo de gama mais vendido. A crise é uma bela desculpa corta se nas horas extras aumenta se o trabalho pelos trabalhadores despedem-se se for possível e colocam se jovens em estágio por 0 euros assim sim é que é sem empreendedor isto sim é que traz riqueza a Portugal enquanto o meu patrão anda de Jaguar eu vou ali fazer filhos para aumentar a população deste País. Obrigado Governo da Direita Obrigado.

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