Finanças Públicas IGF levou mais de um ano a resumir auditorias ao Fisco

IGF levou mais de um ano a resumir auditorias ao Fisco

Dez auditorias que a Inspecção-Geral de Finanças tinha prontas em 2015 só agora foram publicadas. Motivo para tamanho atraso? Foi preciso fazer resumos – que só têm uma página cada, escreve o Público.
IGF levou mais de um ano a resumir auditorias ao Fisco
Bruno Simão/Negócios
Negócios 16 de maio de 2017 às 08:51

Cerca de uma dezena de auditorias levadas a cabo pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF) ao Fisco estavam prontas desde 2015 mas só agora, em 2017, foram publicadas. A explicação oficial para este atraso reside na necessidade de fazer resumos, sínteses que têm uma página e que, segundo o Público, praticamente replicam as conclusões que constam dos relatórios.

Os relatórios de auditoria, que versam sobre temas tão diversos como as falhas no controlo a grandes empresas, a fiscalização de divergências no IRS ou a gestão de fluxos financeiros, foram homologados em Junho, Julho e Setembro de 2015 ainda pelo anterior Governo.

A IGF já só torna pública uma pequeníssima síntese dos resultados das auditorias que faz e essa síntese que sofreu um atraso significativo.

Segundo o Público, além das auditorias ao Fisco, há mais de uma centena de relatórios de outras áreas que tiveram o mesmo atraso, isto apesar de as sínteses serem breves – rondarão as 350 palavras –, as recomendações serem igualmente curtas, e de tudo ser retirado das conclusões dos relatórios.

Contactada, a instituição liderada desde 2015 por Vítor Braz diz que o sistema informático que suporta a divulgação das sínteses foi ajustado em 2016 e que só este ano houve condições para "assegurar a regularidade da publicação dos resultados".

A IGF está responsável pela auditoria ao sistema de transferências para offshores, a par com o Instituto Superior Técnico.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Camponio da beira 16.05.2017

E depois, bem podem alguns trabalhar 16 horas por dia, que depois a media, da taxa de produtividade é uma vergonha face á europa...

pub