Emprego Imigrantes de segunda geração em Portugal têm mais escolaridade e emprego do que nativos

Imigrantes de segunda geração em Portugal têm mais escolaridade e emprego do que nativos

De acordo com dados do Eurostat, os imigrantes de segunda geração que estão em Portugal e que têm entre 25 e 54 anos têm uma taxa de escolaridade superior e uma taxa de empregabilidade maior do que regista a população nativa.
Imigrantes de segunda geração em Portugal têm mais escolaridade e emprego do que nativos
Miguel Baltazar
Negócios 28 de Outubro de 2016 às 11:12
Portugal é dos poucos casos na União Europeia que nos dois indicadores - taxa de emprego e taxa de escolaridade superior - os imigrantes de segunda geração conseguem estar acima da que conseguem os nativos, pessoas nascidas e com família nascida no país.

Os dados são do Eurostat que mostram que em Portugal a proporção dos imigrantes de segunda geração com educação superior é maior do que a dos nativos. Enquanto estes contam com uma proporção de 23%, já a proporção de imigrantes de segunda geração com acesso ao ensino superior foi, em 2014 (dados das estatísticas divulgadas pelo Eurostat), de 45,2%.

A média da União Europeia mostra que 37,5% dos imigrantes de segunda geração têm escolaridade superior, enquanto esta foi acessível a 30,9% dos nativos.

Já no que diz respeito à taxa de emprego, os imigrantes de segunda geração conseguem, em Portugal, uma empregabilidade de 78,3% enquanto os nativos estão nos 77,8%. Na União Europeia, as taxas são, respectivamente, de 79% e 78,6%.

Em 2014, segundo o Eurostat, 82,4% ou 251,7 milhões de pessoas com idades entre os 15 e os 64 anos na União Europeia eram consideradas nativas com família também do próprio país, 11,5% ou 36,5 milhões tinham nascido no exterior e 6,1% ou 18,4 milhões eram imigrantes de segunda geração. 

De entre os Estados-membros, as mais elevadas populações de segunda geração de imigrantes registam-se na Estónia (21,4%), Letónia (19,1%), Luxemburgo (16,2%), França (14,3%), Suécia (11,2%), Bélgica (11%), Eslovénia (10,6%) e Croácia (10,3%).

O Eurostat realça o facto de haver um gap na União Europeia. Enquanto Portugal, Chipre, Malta, Hungria, Reino Unido e Itália a proporção de educação superior na segunda geração de imigrantes é de 5 ou mais pontos percentuais acima das pessoas com "background" nativo, já na Bélgica, Luxemburgo, Letónia, República Checa e Finlândia a proporção é de menos cinco pontos percentuais ou mais. 

Mas já no que respeita à primeira geração de imigrantes, Portugal regista uma escolarização no ensino superior de 29,4% enquanto a média europeia está nos 30,7%.

O Eurostat salienta também que na Bulgária, Luxemburgo, Portugal, Hungria, Finlândia e Polónia os imigrantes de segunda geração têm uma taxa de emprego superior aos nativos.



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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Ou então como já venho dizendo há muito tempo que os tugas são uma data de calões que querem é dado e atado ou seja direitos adquiridos.E aí para quê trabalhar ou fazer esforço.

Anónimo Há 1 semana

Uma notícia interessante para os xenófobos cá do sítio... E um indício de que se calhar o nosso mal é não conseguir atrair mais imigrantes.

Anónimo Há 1 semana


PS ROUBA A VIDA A 500.000 TRABALHADORES

OS FP DEVEM ESTAR MOTIVADOS APENAS POR TER EMPREGO!

Pois estão bem melhor do que as vítimas do SOCRATES GATUNO que endividou o país até à bancarrota, para pagar salários e pensões da FP…

Lançando 500.000 trabalhadores no desemprego!

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