Economia Incêndio no sul de Espanha corta várias estradas e isola 50.000 pessoas

Incêndio no sul de Espanha corta várias estradas e isola 50.000 pessoas

A conselheira de justiça e do interior da Junta de Andalucía, Rosa Aguilar, apelou à tranquilidade das populações que aguardam a reabertura das estradas.
Incêndio no sul de Espanha corta várias estradas e isola 50.000 pessoas
Terry Reith/Reuters
Lusa 25 de junho de 2017 às 20:31

Um incêndio florestal deflagrou na noite de sábado numa zona de pinheiros e de culturas de Moguer (Huelva), tendo penetrado no Parque Natural de Doñana, e está a ser combatido por mais de 550 operacionais do Infoca (o serviço andaluz de extinção de incêndios), da Unidade Militar de Emergências (UME) e do Consórcio Provincial de Bombeiros, apoiados por mais de duas dezenas de veículos e cerca de 25 meios aéreos.

 

Segundo fontes dos municípios afetados, citadas pelo jornal El Pais, foram cortadas três estradas, entre elas a A-494 e A-483, que ligam a Matalascañas, uma estância no coração do núcleo turístico no Parque Nacional de Doñana, deixando 50.000 pessoas dependentes da reabertura, mas com as autoridades a assegurar que não correm risco.

 

A conselheira de justiça e do interior da Junta de Andalucía, Rosa Aguilar, apelou à tranquilidade das populações que aguardam a reabertura das estradas. Na zona está um contingente de cerca de 80 guardas civis que estão a gerir o trânsito e a prestar auxilio às cerca 2.000 pessoas que ficaram desalojadas na sequência do fogo (sobretudo de alojamentos turísticos).

 

Também a praia de Matalascañas está temporariamente isolada, à espera que o incêndio dê uma trégua aos milhares de turistas que "aguardam indicações para pegar nos carros, sem saber para onde ir".

 

"Matalascañas só tem duas vias de acesso, a estrada que une com Mazagón, que está cortada -- e bem - desde cedo, e que leva a Rocío e a Almonte, onde se apanha a autoestrada que leva a Sevilha. Não há por onde sair", explicou à agência de notícias espanhola EFE, Gregorio Corbalán, habitante do município.

 

Esta estância balnear hospeda frequentemente milhares de visitantes de cidades vizinhas, especialmente de Sevilha, que passam o fim de semana em hotéis ou a acampar na área.

 

De acordo com a EFE, da praia não se vê o incêndio, apenas os aviões bombardeiros que recolhem água do mar.

 

"Disseram-nos que é muito difícil que o fogo chegue até aqui, embora o acampamento de Mazagn, que é a 10 quilómetros tenha sido completamente queimado", observou um outro visitante citado pela EFE.

 

A presidente da Junta de Andalucia, Susana Díaz, já agradeceu na rede social Twitter à população de Matalascañas a sua colaboração "facilitando o trabalho dos operacionais contra o incêndio em torno [do parque] de Doñana".

 

As chamas obrigaram a evacuar os turistas que estavam no hotel Solvasa, os parques de campismo Doñana e Cuesta de la Barca, assim como o Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial do Ministério da Defesa (INTA) na base de El Arenosillo e várias vivendas, segundo o serviço de emergências citado pela EFE.

 

Segundo fontes do Infoca, a localidade de Mazagón "praticamente esvaziou de gente".




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mais votado Anónimo 25.06.2017

E no entanto, ninguém precisou de morrer para pagar a folha salarial do excedentarismo em Espanha. Não foi preciso esperar por aviões da Rússia nem de Marrocos...

comentários mais recentes
Mr.Tuga 26.06.2017

...
Provocado, muito provavelmente, por uns trogloditas tugas que por lá passaram....

Conselheiro de Trump 25.06.2017

Se perguntar ao selfie como foi possivel,sem demora responde:foi uma faisca,ou um vidro a cata de vento.Estou a estranhar a ausencia dele,nao e que faca falta pelo contrario.

Anónimo 25.06.2017

E no entanto, ninguém precisou de morrer para pagar a folha salarial do excedentarismo em Espanha. Não foi preciso esperar por aviões da Rússia nem de Marrocos...