Economia Incêndios: Governo aprova 400 milhões para casas, empresas e sector agrícola

Incêndios: Governo aprova 400 milhões para casas, empresas e sector agrícola

O Governo anunciou este sábado a disponibilização de uma verba total de "entre 300 e 400 milhões de euros" para a recuperação das habitações e infraestruturas de empresas e autarquias, o apoio ao emprego e ao sector agrícola e florestal.
Incêndios: Governo aprova 400 milhões para casas, empresas e sector agrícola
Conselho de Ministros está reunido este sábado para aprovar medidas de prevenção e combate aos incêndios florestais.
Vítor Mota/Correio da Manhã
Lusa 21 de outubro de 2017 às 15:06

Até 400 milhões de euros, eis a factura final das medidas aprovadas pelo Governo para  a recuperação das habitações e infraestruturas de empresas e autarquias, o apoio ao emprego e ao sector agrícola e florestal, afectados pelos incêndios.

 

O anúncio foi feito numa conferência de imprensa com o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e o ministro da Agricultura, no âmbito da reunião extraordinária deste sábado do Conselho de Ministros, destinado a aprovar medidas de prevenção e combate aos incêndios florestais, bem como para reparação dos prejuízos resultantes dos fogos ocorridos no domingo e segunda-feira, e que se iniciou às 10:30 na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

 

De acordo com o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, as medidas agora aprovadas para a recuperação das habitações e infraestruturas de empresas e autarquias, o apoio ao emprego e ao sector agrícola e florestal são "adequadas para a escala de ocorrências do último fim de semana", referindo-se aos incêndios que afectaram as regiões centro e norte do país.

 

"Certamente que teremos repercussões do ponto de vista orçamental", admitiu o governante, indicando que serão feitas alterações ao Orçamento do Estado para 2018.

 

Para os três ministérios - do Planeamento e das Infraestruturas, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e da Agricultura - a verba total para fazer face aos incêndios do passado domingo e segunda-feira andará "na ordem dos 400 milhões de euros, genericamente".

 

Esse valor vai ter "várias fontes de financiamento, parte de fundos comunitários e parte de Orçamento do Estado nacional", referiu o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, lembrando que vão ser disponibilizados "100 milhões de euros de apoios a fundo perdido ao investimento, 100 milhões de euros de investimento com 50 milhões de euros de financiamento de fundos comunitários, 30 milhões de euros do Orçamento do Estado para a reconstrução de habitações, 35 milhões de euros para o sector da agricultura e 13 milhões de euros para a tutela do emprego e Segurança Social".

 

"Entre os 300 e os 400 euros mobilizados e a ultrapassar os 400 milhões de euros, contando os 50 milhões de investimento privado adicional que vamos procurar mobilizar", segundo Pedro Marques.

 

Para o governante, "os apoios da parte do Estado vão estar à altura das ocorrências do último fim-de-semana".

 

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 44 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

 

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões norte e centro.

 

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em Junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

O governo genocida não pode defender, promover e proteger o excedentarismo e mais indecorosa e contraproducente rigidez no mercado laboral, onerosa, injustificável e absolutamente desnecessária, como a que flagela a banca e a administração pública portuguesas, e ao mesmo tempo mentir aos portugueses dizendo que acautelou e acautela os seus mais básicos e fundamentais interesses enquanto cidadãos deste território. É um contra-senso inqualificável e por demais evidente. Mas quem quiser continuar a comer desta palha dada a bestas de carga que a coma. Os tratadores das bestas agradecem.

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

O governo tem é de apanhar os terroristas que mataram Portugueses!

Os Afetos podem ser um Perigo Há 2 semanas

Tem de Perguntar ao Presidente se quer mais, se Contribui, com quanto, se pode economizar algúm nas suas Passeatas.
Se quer mais Pásadas de Euros, para os Portugueses PAGAR, porque os Portugueses é que vão ter de Pagar, não é mais Ninguém, nem o Sr Presidente, que nem se quer deixa de passear para

O Costa Devia pôr a Governação nas Mãos PR Há 3 semanas

Como esta Malta está á frente do País, não percebem NADA de Política, nenhum Português, seja de que Côr fôr aceitaria a queda deste Orçamento de Estado, que trás muitos anseios a todos os Portugueses,O melhor que aconteceu ao PSD e CDS foi a Queda da Censura, de outra forma estariam em maus Lençóis,

pertinaz Há 3 semanas

ESCUMALHA DE VENDEDORES DE BANHA DA COBRA...!!!... SÓ ACREDITO QUANDO VIR...!!!

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