Economia Incêndios: Governo vai apostar em biorrefinarias e centrais de biomassa

Incêndios: Governo vai apostar em biorrefinarias e centrais de biomassa

O Governo vai avançar com a implementação de biorrefinarias e continuar com o desenvolvimento de centrais de biomassa por todo o país, de forma a valorizar a recolha de resíduos florestais, anunciou este sábado o ministro da Economia.
Incêndios: Governo vai apostar em biorrefinarias e centrais de biomassa
Reuters
Lusa 21 de outubro de 2017 às 18:52

"A recolha de resíduos florestais é uma necessidade e reforça a segurança das florestas", afirmou Caldeira Cabral, no âmbito de uma conferência de imprensa sobre a reunião extraordinária de hoje do Conselho de Ministros, destinada a aprovar medidas de prevenção e combate aos incêndios florestais, bem como reparação dos prejuízos, e que decorre na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

 

Assim, O Governo vai avançar com a implementação de biorrefinarias e continuar com o desenvolvimento de centrais de biomassa por todo o país, de forma a valorizar a recolha de resíduos florestais.

 

O plano nacional para a implementação de biorrefinarias vai depender "essencialmente de fundos estruturais", disse o governante, referindo que ainda não é possível prever qual a verba necessária.

 

De acordo com o tutelar da pasta da Economia, o desenvolvimento das biorrefinarias vai estar sujeito a concurso.

 

Além da implementação de biorrefinarias por todo o país, o Governo vai continuar a apostar no desenvolvimento das centrais de biomassa, que "poderão ter um investimento de cerca de 35 milhões de euros anuais, ao longo de vários anos", avançou Caldeira Cabral.

 

Na perspectiva do pontual, mas um sistema de recolha a nível nacional com ministro da Economia, este modelo agora aprovado vai criar um incentivo à valorização dos resíduos florestais, "criando assim uma capacidade de desenvolver um sistema de recolha, não apenas incentivos próprios dados a essa recolha, quer pelas autarquias, quer por empresas que o queiram fazer".

 

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 44 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

 

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões norte e centro.

 

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em Junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

 




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mais votado Anónimo Há 4 semanas

O governo genocida não pode defender, promover e proteger o excedentarismo e a mais indecorosa e contraproducente rigidez no mercado laboral, onerosa, injustificável e absolutamente desnecessária, como a que flagela a banca e a administração pública portuguesas, e ao mesmo tempo mentir aos portugueses dizendo que acautelou e acautela os seus mais básicos e fundamentais interesses enquanto cidadãos deste território. É um contra-senso inqualificável e por demais evidente. Mas quem quiser continuar a comer desta palha dada a bestas de carga que a coma. Os tratadores das bestas agradecem.

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Manuel Meneses Há 4 semanas

O Negócios devia evitar publicar este tipo de propaganda, sem primeiro fazer algumas perguntas ao responsável pelo comunicado: Biorrefinarias? Para fazer o quê Sr. Ministro? Que produtos, que matéria-prima, qual o investimento, qual a esperiência em portugal ou na europa com este tipo de projeto??

pertinaz Há 4 semanas

MÃO CHEIA DE NADA...!!!

Maov Há 4 semanas

Os governos socialistas tem ideias um pouco estranhas querem é gastar ideias que vêem daquelas cabeças sem fundamento nenhum vão por pessoas com 70 e 80 anos a limparem as matas !
O Antonio costa só veio para a política porque não sabia fazer nada metam pessoas competentes!

Anónimo Há 4 semanas

O governo genocida não pode defender, promover e proteger o excedentarismo e a mais indecorosa e contraproducente rigidez no mercado laboral, onerosa, injustificável e absolutamente desnecessária, como a que flagela a banca e a administração pública portuguesas, e ao mesmo tempo mentir aos portugueses dizendo que acautelou e acautela os seus mais básicos e fundamentais interesses enquanto cidadãos deste território. É um contra-senso inqualificável e por demais evidente. Mas quem quiser continuar a comer desta palha dada a bestas de carga que a coma. Os tratadores das bestas agradecem.

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