Política Incêndios: Passos acusa Governo de impor "lei da rolha" aos serviços de Protecção Civil

Incêndios: Passos acusa Governo de impor "lei da rolha" aos serviços de Protecção Civil

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou o Governo de impor a "lei da rolha" aos serviços de protecção civil.
Incêndios: Passos acusa Governo de impor "lei da rolha" aos serviços de Protecção Civil
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 19 de julho de 2017 às 00:05

"Esse é o tempo que vivemos hoje, o tempo da demagogia política e é o tempo em que a política primeira, preferida, da maioria e do Governo é a da comunicação. Não vá a comunicação falhar, tivemos hoje notícia, provavelmente a última, de que a lei da rolha se deverá observar em matéria de serviços de protecção civil", criticou Passos Coelho esta noite, no seu discurso no jantar do grupo parlamentar do PSD.

 

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) anunciou esta terça-feira, 18 de Julho, que vai fazer a partir de quarta-feira dois "briefings" diários, incluindo aos fins de semana, sobre os incêndios no país, um de manhã e outro ao final do dia.

 

"Assim é mais fácil ser bem-sucedido na política de comunicação: é essencial que não haja notícias e depois espera-se que as que são captadas pela realidade não sejam tão más", disse, lamentando que as vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande ainda não tenham visto "um tostão" do apoio solidário dos portugueses.

 

"Vivemos, portanto, um tempo de demagogia, de dissimulação, com grande destaque à preocupação com a política de comunicação", resumiu, dizendo temer que nada mude na próxima metade da legislatura.

 

O líder do PSD acusou ainda o Estado de "continuar a falhar", referindo-se a novos erros de coordenação e falhas no SIRESP nos incêndios de Alijó. "Já começa a ser um bocadinho cansativo no parlamento estar a exigir às pessoas que digam o que estão a fazer em vez de se passearem, como se se tratasse de um cenário, pelos locais da tragédia", criticou.

 

Para os próximos dois anos de Governo PS - que disse acreditar que cumpra a legislatura -, Passos Coelho deixou um desejo: "Que nos poupassem às promessas e fizessem, porque o país não pode viver eternamente daquilo que já se fez no passado e digerir as reversões que já foram feitas. É necessário muito mais para o futuro".




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