Finanças Públicas Incerteza na Catalunha leva Banco de Espanha a cortar estimativas de crescimento

Incerteza na Catalunha leva Banco de Espanha a cortar estimativas de crescimento

O Banco de Espanha admite, nas suas projecções, que a incerteza relacionada com a Catalunha "condicionará parcialmente a evolução da economia espanhola" nos próximos anos.
Incerteza na Catalunha leva Banco de Espanha a cortar estimativas de crescimento
Susana Vera/Reuters
Negócios 15 de dezembro de 2017 às 11:33

O Banco de Espanha reviu em baixa as estimativas de crescimento da economia para 2,4%, em 2018, e 2,1%, em 2019, devido à incerteza na Catalunha que deverá pesar na evolução do PIB. As novas projecções estão uma décima abaixo das anteriores, avançadas em Setembro.

 

Além disso, a autoridade liderada por Luis María Linde apresentou a sua primeira estimativas para 2020, antecipando uma subida do PIB de 2,1%.

 

"A evolução da incerteza política em torno da Catalunha, no que respeita tanto à magnitude que pode atingir como à sua extensão no tempo, condicionará parcialmente a evolução da economia espanhola", indicam as projecções do Banco de Espanha, citadas pelo Expansión, que quantifica em 0,3 pontos percentuais os efeitos desta incerteza até 2019.  Apesar disso, o banco central assegura que as "perspectivas, a médio prazo, continuam a ser favoráveis".

 

Segundo o Banco de Espanha, a economia espanhola continuará a ser impulsionada pela procura interna, apesar da desaceleração esperada nos próximos anos, enquanto a procura externa continuará a contribuir favoravelmente, ainda que com um ligeiro decréscimo.

 

No que respeita à inflação, as projecções foram revistas em alta em 2017 e 2018 (em uma e duas décimas, respectivamente) e em baixa em 2019, enquanto o mercado de trabalho deverá assistir a um abrandamento "dos elevados ritmos de crescimento" observados nos últimos anos. Ainda assim, a taxa de desemprego deverá baixar para 14,9% em 2018, 13,2% em 2019 e 11% no final de 2020.

 

Por outro lado, o organismo prevê que o défice diminuirá de 4,5% em 2016 para 3,2% no final deste ano, não sendo, por isso, expectável que o país vizinho consiga cumprir as metas acordadas entre o Governo e a Comissão Europeia (um défice de 3,1% em 2017).




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