Conjuntura Indicador avançado da OCDE para Portugal em mínimos de 2013

Indicador avançado da OCDE para Portugal em mínimos de 2013

O indicador que tenta antecipar pontos de viragem nos ciclos económicos caiu em Fevereiro pelo sexto mês consecutivo.
Indicador avançado da OCDE para Portugal em mínimos de 2013
Eva Gaspar 10 de abril de 2017 às 12:33

O Indicador Compósito Avançado da OCDE para Portugal voltou a degradar-se, sinalizando a probabilidade de se observar uma desaceleração ou uma contracção da actividade económica no horizonte de seis a nove meses.

 

Em Fevereiro, último mês para os quais há dados disponíveis, o indicador sofreu o sexto recuo mensal e o segundo em termos homólogo, ao descer 0,19% face a Janeiro e 0,32% por comparação com Fevereiro do ano passado, fixando-se em 99,74, o valor mais baixo desde Outubro de 2013, ainda estava a troika no país.

O Indicador Compósito Avançado da OCDE é actualizado todos os meses, tendo sido concebido para detectar precocemente sinais de pontos de viragem nos ciclos económicos, dando os seus valores informação apenas qualitativa. Quando ele desce mas ainda está acima de 100, a OCDE considera estar-se perante um provável cenário de desaceleração; quando este desacelera e já está abaixo de 100, pela frente poderá estar uma contracção do PIB.

Os dados quantitativos conhecidos até agora apontam para que a economia portuguesa tenha acelerado durante o primeiro trimestre, embalada pelo bom desempenho observado que  recta final do anoOs economistas consultados pela Bloomberg estão também mais optimistas, esperando um crescimento do PIB de 1,5% este ano, em linha com as estimativas do Governo de António Costa e acima da sua anterior previsão de 1,2%.

Também o Banco de Portugal reviu recentemente em alta a previsão de crescimento para a economia portuguesa de 1,4% para 1,8% este ano. As melhores perspectivas inscritas na actualização de Março das projecções do banco explicam-se por três factores: o melhor final de 2016 e arranque de 2017 (o PIB nacional cresceu 1,4% em 2016, mais duas décimas do que a anterior previsão do banco central), um enquadramento internacional mais favorável, e também com a expectativa de maior dinamismo da economia portuguesa, tanto nas vendas ao exterior, como no investimento.  O Banco nota, no entanto, que, ainda assim, a recuperação é lenta, de tal forma que em 2019, Portugal terá um PIB equivalente ao de 2008 - traduzindo uma década perdida para a crise - e de que esta revisão em alta só significa que o país terá um crescimento em linha com o da Zona Euro nos próximos anos. A convergência para a média fica adiada.

 

Para o conjunto dos países do OCDE e da Zona Euro, o indicador avançado manteve, em Fevereiro, uma tendência de estabilização do ritmo de crescimento da economia, sendo esse o caso, em particular, de França, Itália e Japão. Já em relação aos Estados Unidos e Alemanha, o indicador antecipa uma aceleração da actividade nos próximos seis a nove meses.


(Correcção: O indicador caiu em Fevereiro para 99,74 e não para 99,94)





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mais votado Anónimo 10.04.2017

O oásis socialista só é verdade quando dito das fronteiras para dentro... fora dessas fronteiras o realismo mágico desaparece na sua totalidade, ou não fossem essas fronteiras as que delimitam a terra pátria de Saramago. Na versão doméstica oficial, o oásis socialista é um sítio onde não há, nunca haverá e nunca houve excedentarismo, corrupção indecorosamente institucionalizada e demais despesismo iníquo e manifestamente insustentável. O oásis socialista é um paraíso na Terra onde quem mais aterrorizar o Estado e a economia por via do sindicalismo marxista, do keynesianismo despesista, do hipócrita neoludismo tecnofóbico e do capitalismo de compadrio criminoso, leva sete deslumbrantes e voluptuosas virgens para o além-mundo... segundo reza o dogma. E quem vier atrás que feche a porta...

comentários mais recentes
pertinaz 11.04.2017

DEVE SER ENGANO...

surpreso 10.04.2017

Ó Evinha ,tão bonita e a parecer a Teodora Cardoso...Marcelo não vai gostar

Anónimo 10.04.2017

Quando o excedentário do sector público recebe mais um salário, um prémio, uma progressão ou uma pensão de reforma, a dívida é sempre colocada em nome do Estado, ou seja dos outros cidadãos todos. Quando o empresário (incluindo o das empresas bancárias) que não tem capacidade de se internacionalizar por si mesmo com sucesso através da inovação e da competitividade, e vive de arranjos com as autarquias ou com a constelação de subsidio-dependência e isenção fiscal que o próprio Estado, a seu pedido, montou para ele, a dívida é sempre colocada em nome do Estado, ou seja dos outros cidadãos todos. Esta é a lógica da dívida, esta é a lógica a que o Estado foi votado. Esta é a fonte de toda a iniquidade, insolvência e insustentabilidade que se vive desde há décadas e que se manifestou no final da primeira década do terceiro milénio.

Anónimo 10.04.2017

É chamar o D. Manuel Clemente para explicar este indicador, ele parece que é especialista do "Tempo Novo"......

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