Conjuntura Índice de confiança do ISEG estabiliza em Julho

Índice de confiança do ISEG estabiliza em Julho

O índice de confiança do ISEG que procura antecipar a evolução da actividade económica em Portugal no curto prazo estabilizou num máximo desde 2012.
Índice de confiança do ISEG estabiliza em Julho
Paulo Duarte
Rui Peres Jorge 01 de agosto de 2017 às 22:21
O índice mensal de confiança quanto à evolução da economia no próximo trimestre do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) estabilizou em Julho, num nível mais elevado desde 2012. As respostas dos 16 professores da escola revelaram um nível superior de consenso do que no mês anterior, confirmando as boas expectativas para a evolução da economia nacional.

"O índice de confiança do ISEG apurado para Julho e relativo à evolução da actividade económica portuguesa no curto prazo foi de 33,3 o que, no essencial, corresponde a uma estabilização do índice de confiança do Painel na evolução da conjuntura face ao valor do índice apurado no mês de Junho, que foi de 33,2", lê-se na nota de síntese dos resultados, que acrescenta que, face ao mês anterior, "aumentou o consenso dos membros do Painel relativamente à evolução económica" para os próximos meses.

Os últimos meses têm sido marcados por boas notícias tanto na rente externa como interna. O PIB deverá crescer perto de 3% em termos homólogos no segundo trimestre, um valor que INE revelará no meio do mês, o que permitirá um crescimento entre 2,5% e 3% este ano, segundo um número crescente de previsões. O desemprego terá caído para 9% em Junho, ficando abaixo da média da Zona Euro pela primeira vez em 11 anos. E os níveis de confiança de famílias e empresários batem recordes de 1997 e 2002, respectivamente. Ao mesmo a tempo a Zona Euro cresce ao ritmo mais rápido desde 2011.

O índice de confiança do ISEG é produzido há mais de uma década. Neste período, as expectativas sobre o desempenho económico de Portugal caíram a pique desde meados de 2007, quanto atingiu um máximo de 51,8 pontos.

Depois de uma recuperação de pouco fôlego em 2009 e 2010, o índice voltou a entrar numa trajectória profundamente negativa, que só foi travada em 2013, quando bateu nos 29 pontos. A subida que se seguiu acabou, contudo, por ter pouca expressão e foi sobretudo de curta duração, ficando a confiança na economia portuguesa estagnada a partir do segundo semestre de 2015.

Desde meados de 2016 registou uma ligeira melhoria, que foi interrompida por uma estabilização na transição de 2016 para 2017, e que entretanto foi retomada para atingir valores máximos desde 2012.



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