Conjuntura Índice de confiança do ISEG sobe em Setembro

Índice de confiança do ISEG sobe em Setembro

O índice de confiança do ISEG, que procura antecipar a evolução da actividade económica em Portugal no curto prazo, subiu em Setembro mas sinalizou mais incerteza sobre o futuro.
Índice de confiança do ISEG sobe em Setembro
Paulo Duarte
Rui Peres Jorge 09 de outubro de 2017 às 19:40
O índice mensal de confiança quanto à evolução da economia no próximo trimestre do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) subiu em Setembro para 33,7 pontos, um novo máximo desde 2012. As respostas dos 16 professores da escola revelaram contudo um nível inferior de consenso do que no mês anterior, no que pode ser lido como um sinal de maior incerteza sobre a evolução da economia portuguesa.

"O índice de confiança do ISEG apurado para Setembro e relativo à evolução da actividade económica portuguesa no curto prazo foi de 33,7 o que corresponde a um aumento do índice de confiança do Painel na evolução da conjuntura face ao valor do índice apurado no mês de Julho, que foi de 33,3", lê-se na nota de síntese dos resultados, que acrescenta que, face ao mês anterior, "diminuiu o consenso dos membros do Painel relativamente à evolução económica".

Os últimos meses têm sido marcados por boas notícias tanto na frente externa, como interna. O PIB cresceu 3% em termos homólogos no segundo trimestre, o que permitirá um crescimento entre 2,5% e 3% este ano, segundo um número crescente de previsões. A taxa de desemprego caiu para 8,9% em Agosto, ficando abaixo da média da Zona Euro, o que já não acontecia há 11 anos. Os próximos meses serão marcados pelas negociações em torno do Orçamento do Estado e a novidades quanto à evolução da política monetária na Zona Euro.

O índice de confiança do ISEG é produzido há mais de uma década. Neste período, as expectativas sobre o desempenho económico de Portugal caíram a pique desde meados de 2007, quanto atingiu um máximo de 51,8 pontos.

Depois de uma recuperação de pouco fôlego em 2009 e 2010, o índice voltou a entrar numa trajectória profundamente negativa, que só foi travada em 2013, quando bateu nos 29 pontos. A subida que se seguiu acabou, contudo, por ter pouca expressão e foi sobretudo de curta duração, ficando a confiança na economia portuguesa estagnada a partir do segundo semestre de 2015.

Desde meados de 2016 registou uma ligeira melhoria, que foi interrompida por uma estabilização na transição de 2016 para 2017, e que entretanto foi retomada para atingir valores máximos desde 2012.



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