Conjuntura INE: Actividade económica com o maior aumento em 16 anos

INE: Actividade económica com o maior aumento em 16 anos

O consumo privado continua a acelerar, o que estará a contribuir para que a actividade económica continue a crescer, tendo mesmo registado o maior aumento desde Maio de 2001.
INE: Actividade económica com o maior aumento em 16 anos
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes 19 de julho de 2017 às 11:27

Os dados económicos têm apontado para que a economia portuguesa continue a crescer. As previsões de várias entidades têm sido revistas em alta e os indicadores corroboram estas perspectivas.

 

O indicador de actividade económica cresceu 3%, em Maio, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Este é o aumento mais acentuado da actividade económica desde Maio de 2001. Ou seja, a economia está a dar sinais de um acelerar do seu crescimento, segundo os dados divulgados esta quarta-feira, 19 de Julho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

A contribuir para esta evolução têm estado a indústria e os serviços, ambos a registarem melhorias no seu desempenho.

 

Mas não só, os consumidores continuam a contribuir para a melhoria da economia. Os dados do consumo privado, divulgados esta quarta-feira, são já de Junho e apontam para um aumento do consumo. O indicador cresceu 2,5%, quando em Maio o aumento tinha sido de 2,3%, segundo a média móvel dos últimos três meses.

 

Os dados divulgados pelo INE corroboram assim uma série de revisão em alta das estimativas para a economia nacional. Ainda ontem, o comissário Europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici assumiu estar "impressionado" com os progressos conseguidos por Portugal, desde a sua última visita em Fevereiro deste ano. E admitiu que o produto interno bruto (PIB) nacional cresça mais de 2,5% este ano. A última previsão de Bruxelas para Portugal apontava para que a economia crescesse 1,8% este ano, valor idêntico à estimativa do Governo liderado por António Costa no Orçamento do Estado.

Nos últimos tempos têm sido várias as instituições a reverem em alta as previsões para a economia nacional. Uma das últimas foi a Universidade Católica que prevê agora o maior crescimento de Portugal em 17 anos.