Conjuntura INE deve confirmar crescimento de 2,8% no primeiro trimestre

INE deve confirmar crescimento de 2,8% no primeiro trimestre

O Instituto Nacional de Estatística (INE) deve confirmar hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,8% no primeiro trimestre de 2017 face ao mesmo período do ano passado e 1% em cadeia.
INE deve confirmar crescimento de 2,8% no primeiro trimestre
Miguel Baltazar
Lusa 31 de maio de 2017 às 07:35

O INE divulga hoje o destaque das Contas Nacionais Trimestrais relativas ao primeiro trimestre de 2016, depois de ter publicado a estimativa rápida em 15 de Maio.

 

Segundo a estimativa rápida divulgada nessa altura, a economia portuguesa acelerou tanto em termos homólogos, ao crescer 2,8% (contra 2% no trimestre anterior), como em cadeia, ao avançar 1% (contra 0,7% no trimestre anterior).

 

Além disso, o desempenho trimestral homólogo do PIB foi o mais positivo dos últimos 10 anos, já que iguala o crescimento verificado no último trimestre de 2007, período em que a economia portuguesa cresceu também 2,8%.

 

De acordo com a informação que o INE disponibilizou na altura, a aceleração homóloga "do maior contributo da procura externa líquida, que passou de negativo para positivo", traduzindo o aumento mais acentuado das exportações do que o das importações, ao passo que a procura interna "manteve um contributo positivo elevado, embora inferior ao do trimestre precedente", registando-se uma "desaceleração do consumo privado e uma aceleração do investimento".

 

O INE justificou também o crescimento em cadeia com a procura externa líquida, cujo contributo para a variação em cadeia do PIB "passou de negativo para positivo, observando-se um significativo aumento das exportações de bens e de serviços, mais elevado que o das importações de bens e serviços".

 

Por outro lado, o contributo da procura interna "diminuiu de forma expressiva devido, principalmente, ao comportamento do investimento", refere a entidade estatística, acrescentando que a formação bruta de capital fixo foi positiva no primeiro trimestre deste ano, "mas inferior ao observado no trimestre anterior".

 

Os dados revelados há quinze dias pelo INE, e que devem ser confirmados hoje, revelaram-se melhores do que as perspectivas dos analistas contactados pela Lusa anteriormente, uma vez que a maioria deles antecipava que a economia portuguesa tivesse entre 0,7% e 0,9% em cadeia e entre 2,4% e 2,7% em termos homólogos.

 

O Governo espera que a economia portuguesa cresça 1,8% este ano, depois de ter crescido 1,4% em 2016.

 


A sua opinião14
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado GabrielOrfaoGoncalves Há 4 semanas

Reparem na última frase:

«O Governo espera que a economia portuguesa cresça 1,8% este ano, depois de ter crescido 1,4% em 2016.»

Em 2015, último ano da "austeridade que mata", crescemos 1,6 (pesquisem no google por: jornal de negócios crescimento PIB 2016). Em 2015, 1º ano do "voltámos a página da austeridade", crescemos 1,5 (pesquisem no google por: jornal de negócios crescimento PIB 2015)

Portanto: depois de se reverter medidas da "austeridade que mata"... crescemos menos. Boa. Deve ter sido o Daesh a provocar este paradoxo. Ou o Bin Laden.

E agora... dois anos depois de revertermos ainda mais a "austeridade que mata", vamos crescer... 1,8! Temos de fazer o Papa Francisco vir cá mais vezes, é?

É claro que no final, graças ao turismo, provavelmente cresceremos mais, e então o Governo e seus acólitos dirão: "superámos todas as expectativas!" Mas se as expectativas eram medíocres, queriam o quê senão que fossem ultrapassadas?

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

Que saudades tenho de Passos Coelho, do PSD, do CDS, de ter medo de ver o Telejornal, da ansiedade, do medo, medo, Medo, do tremor, daquele Treme, treme, TREME, do jantar aos Trambolhões, dos cortes, Cortes, CORTES, das Reduções, reduções, REDUÇÕES, dos Agravamentos, da Austeridade, da impaciência,

Anónimo Há 4 semanas

As reformas pararam e o despesismo com salários injustificáveis e futuras pensões disparou, iniciando a contagem decrescente para o próximo resgate à República. O engano ou ilusão que se viveu entre 2005 e 2010 está a ser minuciosamente replicado pelo novo governo socialista. Não tenhamos dúvidas disto. Portugal julga-se imune à quarta revolução industrial e mais uma vez opta por não participar nela ou não se adaptar a ela julgando ser possível viver como economia de elevado rendimento usando o paradigma do funcionalismo público excedentário alavancado pelo crédito bancário e tendo uma fé inabalável no turismo.

PASSO DE CORRIDA Há 4 semanas

ANONIMO EXCEDENTARIO PASSISTA,seria honesto da tua parte referires que nos 4 anos do governo de Passos Coelho,Portugal cresceu negativamente 8%. Pá, o que fazes aqui não te dá trabalho nenhum. Fazeres"copy paste" não dignifica o teu comentario.A maior parte das pessoas já o conhece e passa ao largo

PASSO DE CORRIDA Há 4 semanas

Ó ANONIMO EXCEDENTARIO PASSISTA, continuas a esquecer-te do crescimento destes países:- Alemanha-1,8; Belgica-1,5: França-1,2; Austria-1,5; Dinamarca-1,1; Estonia-1,6; Italia-0,9, etc.. Anonimo sê honesto. Aqui não enganas ninguem. O pessoal que aqui vem está informado. Aqui não vendes o teu peixe.

ver mais comentários
pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
pub