Política Monetária Inflação abranda na Alemanha e deixa BCE mais longe de acabar com estímulos

Inflação abranda na Alemanha e deixa BCE mais longe de acabar com estímulos

A taxa de inflação na Alemanha persiste em valores reduzidos, mesmo com a maior economia do euro a crescer a bom ritmo.
Inflação abranda na Alemanha e deixa BCE mais longe de acabar com estímulos
Lusa
Nuno Carregueiro 30 de janeiro de 2018 às 13:43

O índice de preços no consumidor na Alemanha cresceu a uma taxa anual de 1,4% em Janeiro, um valor que se situa abaixo do registado no último mês de 2017 e das estimativas dos economistas.

 

A taxa de inflação em Dezembro situou-se em 1,6% e os economistas estimavam que se mantivesse neste mês. Contudo, na comparação com Dezembro, os preços caíram 1%, deixando a inflação mais distante do objectivo de 2%.

 

A maior economia do euro continua assim a registar uma baixa taxa de inflação, apesar de a economia estar a dar sinais de manter um ritmo de crescimento forte.

 

Uma evolução que torna mais difícil ao Banco Central Europeu acabar com o programa de compra de activos em Setembro, tal como têm defendido alguns responsáveis do banco central, incluindo o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, um dos principais críticos às políticas de expansão económica da instituição liderada por Mario Draghi.

 

O Eurostat vai publicar esta quarta-feira a estimativa para a inflação na Zona Euro e os economistas estimam que tenha ocorrido um abrandamento para 1,2%, o que a confirmar-se representa o nível mais baixo em mais de um ano.

 

Apesar de as estimativas oficiais do BCE anteciparem que a inflação na Zona Euro não vai chegar ao objectivo de 2% antes do final de 2020, o facto de a taxa estar em níveis bem inferiores pode dificultar o objectivo de normalização da política monetária do banco central.

 

O programa de compra de activos do BCE contempla actualmente a aquisição de até 30 mil milhões de euros por mês em obrigações soberanas e empresariais da Zona Euro.       




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Anónimo Há 3 semanas

Mais longe ainda está a resolução do problema das dívidas crescentes dos sobreendividados, como a Itália com os seus 2.300 mil milhões de dívida pública e 300 mil milhões de crédito mal-parado nos bancos.

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