Conjuntura Inflação acelera para 1,6% em Fevereiro

Inflação acelera para 1,6% em Fevereiro

A evolução dos preços dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas contribuiu para a aceleração da taxa de inflação homóloga entre Janeiro e Fevereiro, revela o INE.
Inflação acelera para 1,6% em Fevereiro
Pedro Elias
Marta Moitinho Oliveira 10 de março de 2017 às 11:13
Os preços recuaram 0,2% entre Janeiro e Fevereiro, mas a taxa de inflação homóloga acelerou três décimas para 1,6%, revelam dados divulgados esta sexta-feira, 10 de Março, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A contribuir para esta evolução estiveram os preços dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas. 

"A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) passou de 1,3% em Janeiro para 1,6% em Fevereiro de 2017, devido em parte à aceleração dos preços da classe dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas", escreve o INE.

A taxa de variação homóloga nos preços do produtos alimentares e bebidas não alcoólicas acelerou de 1,3% para 2,4%, do primeiro para o segundo mês do ano. Também os preços dos transportes deram uma ajuda para a evolução da taxa de variação homóloga da inflação. Em Fevereiro, a taxa de variação homóloga desta classe de produtos foi de 5,9%, enquanto em Janeiro tinha sido de 5,4%.

Por outro lado, a tirar força à inflação estiveram os preços do vestuário e calçado, com a taxa de variação homóloga a passar de -0,7% para -1,8%. O INE revela que esta foi a contribuição mais negativa.
Impostos sobre açúcar puxam pelos preços

A comparação entre Janeiro e Fevereiro, medida pela taxa de variação mensal dos preços, aponta para uma quebra de 0,2%. Apesar de se tratar de uma redução de preços, ela equivale a metade do que se registou em igual período de 2016.

O INE revela que os preços do vestuário e calçado foram os que deram o maior contributo negativo para a variação mensal, "com uma variação mensal de -6,7% (-16,3% no mês anterior e -5,6% em Fevereiro de 2016)". Já a classe com maior contributo positivo para a taxa de variação mensal foi a dos transportes, com uma variação mensal de 1,1% (1,0% no mês anterior e 0,6% em Fevereiro de 2016).

Os dados mais desagregados permitem ver com detalhe os produtos que mais impacto tiveram (negativo e positivo) para a evolução dos preços face a Janeiro.  

"São de realçar as contribuições positivas dos sub-subgrupos dos voos internacionais, dos refrigerantes, em consequência da alteração da tributação das bebidas açucaradas, bem como dos produtos hortícolas frescos e frigorificados, excepto batatas e outros tubérculos, voos domésticos e hotéis, motéis, pousadas e serviços de alojamento similares", revela o INE.

"Entre as maiores contribuições negativas destacam-se as dos sub-subgrupos do vestuário, em consequência do período de saldos que se verifica habitualmente neste período, do peixe fresco ou frigorificado, do calçado de mulher e do vestuário de criança e de bebé", avança o instituto estatístico.  

A taxa de variação média dos últimos 12 meses, que dá uma medida mais alisada da evolução dos preços, foi de 0,7%, a mesma marca registada em Janeiro. 
 

(Notícia actualizada)



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comentários mais recentes
Metam mais gente no estado. Pinóquios e Gatunos 10.03.2017

Estudos interessantes que se desatualizam dia a dia, há uma hora atrás paguei mais 1,00€ ou seja 4,5% por uma bilha de gás em relação há vinte dias atrás. Autêntico assalto à sobrevivência de quem mais necessita, o povo não precisa de aumentos do salário mínimo, precisa é de estabilidade nos preços.

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